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Precisamos falar sobre término de relacionamento. 4 comentários

Hello Pipol, tudo bem com vocês?

Chegou a hora. O momento em que a gente revela as verdades e desnuda a alma. Término de relacionamento é algo que mexe tanto com a gente que não dá pra fugir. O tema vem a tona, a vergonha fala alto, mas os acontecimentos são honestos demais para não serem discutidos.

Há duas semanas terminei um relacionamento de 4 anos. Entre tantas tentativas e até mesmo idas e vindas, a racionalidade venceu! Foi bom enquanto durou, mas caminhamos por caminhos diferentes agora. 

A primeira coisa que veio a minha mente quando entrei no Uber com todas as minhas tralhas, foi a coragem. Por que a gente se esconde tanto atrás do medo? Por que continuamos acreditando que o amor vai vencer, mesmo quando os vestígios nos provam que é necessário um novo caminho? Que medo é esse de ficar sozinho que nos faz engolir tanto desamor?

Às vezes ficar sozinho é a melhor solução pra uma alma machucada em um relacionamento desgovernado que se perdeu no caminho. Não existem verdades absolutas, não existem regras para o sucesso; mas o amor próprio é o parâmetro da saúde mental. Nada que fuja disso tem possibilidade de dar certo. Amar demais, se entregar demais, querer salvar o outro de algo que nem ele mesmo quer, não é saudável. Não olhar para si no meio de tanta turbulência, é pedir pra que as coisas te magoem mais ainda.

Em uma sociedade onde falamos sobre ter mais empatia, mais amor ao próximo, soa egoísta falar de amor próprio. Mas as relações interpessoais começam a desandar quando uma das partes está em desequilíbrio.

Término de relacionamento não é o fim da vida. É um momento doloroso onde ambas as partes podem olhar a si mesmos como indivíduos e não apenas um “bolôlô” de sentimentos em uma relação. É encarar a solidão, se olhar no espelho e se perguntar “e eu, como fico?“. É dar valor ao que será de você de agora em diante.

Alguns clichês são muito utilizados nestes momentos: “tudo passa“, “vai ficar tudo bem“, “o tempo é senhor de todas as coisas“. E quer saber? Todos eles estão certos! O clichê é clichê por apenas um motivo, eles são verdades vividas por todas as pessoas. É sabedoria popular. É a cura da natureza para dores que achamos impossíveis serem curadas, para os sofrimentos que só nós sabemos.

Realmente, cada pessoa reage de forma diferente a mesma situação, mas não se esqueça nunca que somos todos humanos seguindo em uma caminhada. Existem coisas que vão acontecer pra todo mundo mais hora, menos hora. O término de relacionamento é uma delas.

Durante estas duas semanas, ouvi relatos de mulheres que finalizaram suas relações em busca de felicidade. A palavra que mais escutei até aqui foi “CORAGEM”. Aquela que nos falta quando estamos em infelizes. O famoso medo de mexer em time que está ganhando.

O patriarcado ganha muito em cima do nosso medo. É assim que conseguem mulheres caladas, se sujeitando a relações abusivas, desrespeitosas, sem um pingo de amor e empatia. Foi sob o medo que minha avó viveu anos ao lado do meu avó que guardava uma faca embaixo do travesseiro. Uma mulher corajosa liberta toda uma geração! Ela serve de exemplo à suas semelhantes e mostra que não precisamos nos sujeitar a tamanha falta de amor.

O mundo é gigante, o amor está em toda parte. Eu continuo acreditando no poder das minhas ações e que minha força pode alimentar milhares, assim como a força de várias mulheres me sustentaram ao longo da semana. Sigo acreditando que o amor chegará até mim de uma forma ou de outra e que cada um tem o que merece. O que é nosso tá guardado, e enquanto não chega, vamos dominar o mundo com nossa CORAGEM!

Beeeijos e até a próxima! 😉

 

 

 

 

 

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Como é amar alguém que tem depressão 4 comentários

Hello Pipol, tudo bem com vocês?

As vezes a gente precisa abrir o coração e contar pras pessoas como se sente. Não dá pra engolir tudo como se fossemos responsáveis por carregar o mundo nas costas. É isso que eu vivia dizendo ao namorado com depressão.

Quando começamos há 3 anos, eu não imaginava que ele tinha depressão. Afinal, esse não é o tipo de coisa que se conte no primeiro encontro. Mas o tempo passou e comecei a perceber que ele estava passando por uma fase difícil que eu não compreendia.

Até que o momento da verdade aconteceu. Ele me contou como se sentia e logo achei que era minha obrigação libertá-lo desse mal. Está aí a primeira coisa que fazemos errado quando descobrimos que alguém que a gente ama tem depressão: a gente quer abrir as cortinas, deixar o sol entrar, por vezes enfia-lo debaixo de um chuveiro gelado e gritar “ACORDA QUE O DIA TÁ LINDO!”

Como é amar alguém que tem depressão

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Pedaço de Música – Playlist: Das antigas as melhores

Hello Pipol, tudo bem com vocês?

Nostalgia é muito engraçado, né? A gente ouve uma música e do nada toda a história por trás vem a tona. Das antigas as melhores coisas.

Não quero carregar no peito o sentimento de “era feliz e não sabia” mas sim, celebrar tudo de bom que já me aconteceu até aqui. E não há sensação melhor.

Pedaço 5 –

Nem sempre falta tanto pro nosso final feliz. Avril Lavigne foi trilha sonora de muitos momentos lindos na vida, e pautou várias descobertas da minha adolescência. Eternamente grata a essa pessoa eternamente jovem. hahahaha’

Pedaço 4 –

Essa eu dedico a todas as pessoas que tiveram um passado alternativo (leia-se EMO).  A vibe dessa música são as melhores DO MUNDO! <3

Pedaço 3 –

E como sempre a promessa de ter pelo menos um brazuca pra representar na nossa lista. Vamos de Raimundos que acompanhou vários amores tortos e direitos com suas mulheres de fases.

Pedaço 2 –

Eu não poderia falar de músicas velhas e boas sem falar da rainha das pistas de dança. Nossa CRAZY IN LOVE! Um clássico em todo canto do universo.

Pedaço 1 –

A música que foi a inspiração pra essa playlist ganhou o primeiro lugar não foi atoa. Gente… Olha essa letra, esse lirismo, toda essa poesia… AMO músicas que falam sobre sentimentos e são honestas, a gente pode chorar sem culpa de se sentir sozinho, né não?

E aí? O que vocês acharam das minhas velharias preferidas? O que tem de interessante no baú de vocês?

Créditos: Imagem em destaque retirada do tumblr.

Beeijos e até a próxima! 😉


Disseram: a carência é a mãe da roubada 2 comentários

Hello Pipol, tudo bem com vocês?

    Esses dias estava de bobeira no twitter, quando uma amiga postou a imagem que diz: “Carência é a mãe da roubada”. Me identifiquei tanto, que decidi escrever pra vocês. Então vamos lá!

    Quantas vezes a gente se doa e decepciona? Quantas vezes a gente deposita expectativas em alguém e se frustra? Acho que todo mundo passou por isso um dia, e se não passou ainda, amiga, vai passar, é só aguardar sua vez! (Não quero ser pessimista, mas faz parte da vida).

    Aliar diferenças à carência, é pedir por uma roubada. E isso acontece porque passamos a nos anular pra ter alguém ao lado. A gente esquece o auto amor. Esquece aquele orgulho saudável que dá pra gente um pouquinho de dignidade, sabe? E pensa comigo: Como uma relação pode funcionar de maneira saudável, se você está disposta a abrir mão de QUALQUER COISA pela pessoa? Nessa brincadeira, você abre mão de si mesma, dos seus princípios pra agradar alguém, porque não suporta a ideia de estar sozinha.

Ás vezes a outra pessoa se apaixonou por você porque admirava seu jeito de ser, suas opiniões, e de repente ela não reconhece mais você, e o que você faz pra agradar acaba sendo o motivo do desinteresse.

O que quero dizer com isso, é que por vezes podemos renunciar algumas atitudes pra entrar em consenso, mas não podemos renunciar quem somos. No fim das contas, você convive consigo o tempo todo e não dá pra fugir de si mesmo.

A carência é a mãe da roubada

Para conhecer mais ilustrações da autora @magraderuim clique na imagem.

    Aceitar qualquer coisa pra não estar só é triste, doloroso e frustrante. Pessoas má intencionadas se aproveitam desses momentos pra fazer do outro gato e sapato. Chantagens emocionais também são comuns. Se alguém está ganhando algo muito facilmente, alguém está perdendo dolorosamente (essa teoria funciona pra basicamente tudo na vida).

Não existe receita de bolo para que relacionamentos funcionem, mas o primeiro passo para um amor saudável é a reciprocidade e o respeito. E as pessoas que respeitam e amam você, não se aproveitariam de um momento de carência para te prejudicar.

Sei que nem sempre a gente consegue identificar pessoas maldosas, e quase sempre quando identificamos, já quebramos a cara. Mas pra isso servem as experiências. Se aproveitar das fraquezas alheias pra tirar vantagem é baixo e cruel. Devemos agir de acordo com a regra de ouro: Não faça com o outro, o que não deseja que façam a você. 

    Meu conselho de hoje é: Se preserve. Se entregar exige cuidado, pois corresponder aos sentimentos de alguém não é obrigatório, mas é uma responsabilidade tremenda. Cuidar de si é o primeiro passo para estar apto a cuidar do outro.

Sua vontade de estar com alguém tem que te trazer alegria e paz, e não medo, cicatrizes e mágoas. Não deixe as pessoas brincarem com seus sentimentos, eles são preciosos.