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Me apaixonei pelo Muay Thai e foi á primeira vista. 2 comentários

Hello Pipol, tudo bem com vocês?

Fiz musculação durante 2 anos e cheguei em um momento onde que eu não aguentava mais a repetição. Precisava de uma atividade que me desafiasse e trouxesse novos conhecimentos, que fosse tão dinâmico quanto minha loucura, e então eu encontrei o Muay Thai.

Foi como a resposta de muitas orações. Um novo professor chegou na academia do bairro disposto a ensinar tudo o que sabe, a fazer novos alunos dedicados a um estilo de vida, respeitando as tradições e prontos pra vida. E eu estava lá esperando este momento chegar.

A aula experimental

Decidi fazer uma aula experimental preparada pra fechar o pacote trimestral, tudo iria depender do que eu encontraria nas aulas. A primeira coisa que o professor deixou claro é que o Muay Thai é simples e qualquer um que se dedicar consegue fazer. O que diferencia um lutador graduado de iniciante é o quanto ele pratica as técnicas básicas.

A aula experimental me ganhou de primeira. Aprendi a chutar de forma correta, socar e proteger o rosto. Observei também que o aquecimento era puxado e isto é o que me faria perder os quilinhos extras e não teríamos moleza.

Pacote trimestral adquirido com sucesso, aulas duas vezes na semana, decidi levar as luta com seriedade sem medo de apanhar ou bater. Bendita hora em que decidi participar das aulas!

O processo

Aprendi com o tempo que realmente é a prática que trás a perfeição, que a paciência é dona de todas as coisas. Não adianta se desesperar. A pressa te faz perder os movimentos e qualquer coisa executada de forma errada te faz machucar.

Domingo foi dia de graduação. A prova consistiu em apresentar ao professor e ao avaliador – o representante da Tailândia em Minas Gerais, cara foda de luta! – tudo o que aprendemos. Desde os termos técnicos, os movimentos, e também um pouco da cultura Tailandesa.

A faixa amarela – escreve-se prajet mas fala-se “prassiá” – é resultado do trabalho dos últimos três meses. Alguém aí duvida que vou renovar mais um pacote trimestral?

A cultura Tailandesa

Não tem como separar a cultura da luta, já que o Muay Thai nasceu na Tailândia com finalidade de auxiliar na guerra. Os guerreiros tailandeses enfrentavam vários oponentes e venciam. O mais famoso deles foi o Rei Tigre que derrotou 10 guerreiros do exército oposto e libertou sua nação.

O Muay Thai que conhecemos hoje é uma versão moderna do Muay Boran que era utilizado nas guerras. E na Tailândia os meninos começam a lutar desde cedo, crianças de 5/6 anos já lutam da forma mais avançada.

A maior parte da renda na Tailândia vem do Muay Thai, tanto com apostas como venda de acessórios para auxiliar os lutadores. E a outra parte da renda vem dos galos de briga. Portanto, os Tailandeses levam o Muay Thai como um estilo de vida a ser respeitado.

Em alguns rituais antes da luta os atletas homenageiam os mestres, as academias nas quais se formaram e pedem a Buda proteção. Os apostadores investem pesado nos atletas pois sabem do preparo que eles precisam passar desde pequenos para se tornarem dignos de reconhecimento.

 

Tenho aprendido que o Muay Thai é mais que uma luta, é um estilo de vida muito respeitado fora do Brasil, a renda da Tailândia e a sabedoria de um Kru – professor em Tailandês. É saber superar seus limites, ter paciência com as adversidades e ser observador, calmo para saber revidar os golpes que virão até você. É não se cansar com a repetição nem desistir no primeiro empecilho.

Minha relação com meu corpo tem sido muito diferente depois da luta, assim como a noção de espaço e defesa pessoal. Me sinto mais forte e mais preparada pra vida de certa forma.

Eu me apaixonei pelo Muay Thaui e foi a primeira vista, recomendo a todos que a assim como eu vivem agitados, ansiosos, estressados. Tudo muda quando você coloca a luva.

Beeeijos e até a próxima! 😉

 

 

 

 

 

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Me ensinaram a depender da aprovação masculina 2 comentários

Não sei quando me ensinaram isso, ou quando essa informação se fixou na minha mente como algo de extrema importância. Mas, eu aprendi a depender da aprovação masculina. Talvez tenha sido a revista destinada a adolescentes, ou antes mesmo, no mundo encantado com as princesas e suas mortes perfeitas enquanto o único sentido de suas vidas era aguardar “o cara” certo chegar para trazer consigo um pouco de sentido a vida daquela donzela disposta a servir.

Eu aprendi que a opinião de um cara a meu respeito valia mais do que eu pensava sobre mim mesma. Ainda não lembro bem o que me convenceu disto, talvez fosse o coral de vozes dizendo repetidamente “você precisa disto”.

Quebrei-me incontáveis vezes diante do processo de me desafiar. Logo que um rapaz me aprovava, o próximo da lista seria o alvo. Um jogo. Um vício. Agradar a alguém que não a si. Se transformar em todas as versões possíveis de si mesma – algo que seria maravilhoso se fosse feito por mim e para mim. Eu tentei agradar de todas as formas desejando ouvir no fim, que eu não era como as outras. Eu era a garota certa! YOU’RE THE ONE!

Me ensinaram a depender da aprovação masculina

Esse auto martírio começou quando eu era nova, muito nova. Se aos 22 anos entendi que passei muito tempo me enganando, imagine… Foram-se anos: onde eu poderia ter dançado sem música mesmo, e ter montado a banda que eu queria. Poderia ter sonhado ainda mais com aquele intercâmbio, dedicado em aprender a tocar guitarra para estremecer os ouvidos dos incomodados…  Eu poderia. E ainda posso. Agradeço a vida por ter me mostrado cedo os livramentos desse fardo pesado.

O tempo passou…

O carinha da banda engravidou uma moça e não assumiu. O bonitão, não conseguia enxergar nada além de si mesmo. Quem te disse que ele enxergaria você? O gringo gente boa, deu no pé quando ouviu o primeiro não.

Mas nesta lista também segue os que se aproveitaram desta doutrina de aprovação e me aprisionaram. Graças a Deus, não por muito tempo. Eu tomei o melhor caminho, certamente guiada pelo anjo da guarda e o conhecimento protetor que viria anos adiante.

Tantos anos sem pesar nenhum dano, para neste lugar entender que nada é por acaso e pra dizer a vocês que nunca é tarde para ser dona de si mesmo.

Créditos: Imagens retiradas do tumblr.

Beeeijos e até a próxima! 😉

 

 

 

 

 

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O valor da empatia

Hello Pipol, tudo bem com vocês?

Empatia é um assunto que revira minha mente. Tenho me colocado no lugar das pessoas e percebido que as coisas ficaram mais leves. Aquela pulguinha julgadora dos atos alheios tem se ausentado e levou consigo alguns quilos de preocupação.

empatia

substantivo feminino

 

1.
faculdade de compreender emocionalmente um objeto (um quadro, p.ex.).

 

2.
capacidade de projetar a personalidade de alguém num objeto, de forma que este pareça como que impregnado dela.

Então o que é empatia?

Entendemos também como empatia a capacidade psicológica de sentir o que sentiria uma outra pessoa. Percebem que é exatamente como a gente deseja ser tratado? A gente quer que as pessoas se sensibilizem com nossa caminhada. A gente quer ser compreendido, mas tem grande dificuldade em compreender. A gente quer compaixão, mas tem grande dificuldade em compadecer. E porque?

Em uma conversa recente uma amiga me disse: “Sempre fazia as coisas pensando no que os outros pensariam a respeito. Até que percebi que ninguém estava pensando nada. Estavam todos ocupados demais com seus próprios umbigos pra se importar e pensar em alguma coisa.” E foi exatamente assim que me senti! Todo esse tempo buscando aprovação, pra perceber que as pessoas estão presas em seus mundinhos. No fundo ninguém tá pensando nada sobre o que fiz ou deixei de fazer.

A necessidade de ser aprovada vem de uma outra necessidade, que é de que alguém se importe. E se eu quero alguém que se importe comigo, porque não posso eu me importar com as pessoas? Eu sei que a lógica parece louca, mas é mais ou menos por aí.

Tento dar ouvidos a minha alma e entender o que preciso pra ser uma pessoa mais leve, mais grata. Tenho falado tanto sobre isso por aqui… Algumas palavras chaves pipocaram na minha vida e quero colocar em prática todas as leituras e reflexões que chegam a mim. Quero parar de ficar cobrando das pessoas atitudes que eu mesma não tenho. O famoso “mais amor por favor” serve pra mim. Eu realmente quero pensar melhor antes de falar qualquer asneira ou sair julgando pessoas que não conheço. Quero verdadeiramente ter empatia.

E você? O que tem feito para ter mais empatia? Deixe nos comentários, eu vou amar saber!

Beeeijos e até a próxima 😉

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Ser humano é ser instável 2 comentários

Sempre que penso na vida vejo o quanto o ser humano é instável. Vivemos nesse círculo do rato buscando aprovação das pessoas, muitas vezes nos sacrificando por estabilidade em situações que simplesmente não nos oferecem nada.

Você já parou pra refletir no sentido da nossa existência? Como o tempo passa muito rápido? No que é ser humano? É assustador imaginar que nunca teremos o controle de nada, nunca teremos certeza de nada. É da nossa natureza achar que pode ter tudo nas mãos, que pode controlar as coisas, mas no fim, a vida nos controla, as circunstâncias nos controlam. E isso acontece, porque o mundo continua girando com a gente ou sem a gente.

Quantas vezes você correu pra fazer uma atividade no seu trabalho, ou na sua casa onde julgava que ninguém daria conta, a não ser você? Fazemos isso o tempo todo! E quando precisamos nos ausentar percebemos que as pessoas se adaptam a nossa ausência, as coisas continuando acontecendo mesmo que não estejamos lá pra participar. A criança vai crescer, o irmão vai graduar, a prima vai casar, a tia vai engravidar, os avós irão falecer… Inúmeras coisas acontecem sem a nossa aprovação. Então porque esse desejo insaciável de controle? Porque o medo de tentar coisas novas? Porque ter medo de não ter estabilidade em uma profissão nova, por exemplo?

Vejo muitos jovens escolhendo cursos de graduação baseando em quanto em média os profissionais da área ganham, mas isso não faz sentido, porque a vida é rotativa, porque em 4 anos (a média de um curso de graduação) o mercado muda bastante, porque crises econômicas existem, no Brasil ou em qualquer canto do mundo. Nada é mil maravilhas o tempo todo, ninguém está isento de viver uma fase ruim. E isso é só mais uma prova que a tão sonhada estabilidade não existe.

Nós somos mutáveis, assim como a vida, o planeta e seus bilhões de anos. Estamos em constante mudança de pensamento, de estilo, de amigos, de prioridades…

Precisamos mesmo é de serenidade e paz de espírito pra tomar as decisões certas. Precisamos de um juízo de valor ciente dos ganhos e perdas, e assim, quem sabe um dia, estaremos satisfeitos com quem somos e as decisões que tomamos.


Frustração, fracasso, sucesso 2 comentários

Hello Pipol, tudo bem com vocês?

Gostaria de falar com vocês sobre algo que tem sido recorrente na minha vida: frustração!

Reconheço que sou uma jovem privilegiada por vários motivos. Não nasci rica, mas tenho uma família que me ensinou muito e fortaleceu a cada passo da minha vida. Diria talvez que o destino me presenteou com algumas possibilidades que muitos jovens na minha idade não tiveram. Mas uma coisa é fato: a dificuldade vem pra todos, e evidentemente gera frustração também.

Sucesso, fracasso e frustração são conceitos relativos? Acredito que sim, afinal, cada pessoa tem um jeito particular de enxergar a vida. E a vida se comporta de acordo com a visão que você tem dela.

Cresci ouvindo que pra ter certas coisas a gente precisa trabalhar, acreditar, correr atrás. Sim! A gente tem que correr atrás, mas quando não se tem oportunidades crescendo com você durante a infância e adolescência, você tem que batalhar mais pra ter o básico. Uniforme e material escolar, talvez uma passagem de ônibus pra conseguir educação melhor. Na adolescência, o que resta é ser menor aprendiz pra começar a ganhar dinheiro mais cedo. Meio salário rende o quê? Na minha época algumas calças jeans, um violão de segunda mão, e 50 reais pra ajudar a mãe em casa.

Hoje, depois de muita água rolar debaixo da ponte, ainda preciso correr atrás. A começar pela realização profissional que aos poucos vai se tornando um pesadelo quando se percebe que é difícil viver fora da caixa. Você tenta se ajustar aonde dá. Sei que não posso reclamar de muita coisa, porque vivo do que escolhi, enquanto muitos da mesma idade não podem “se dar ao luxo” de trabalhar com arte porque gostam, afinal precisam colocar comida na mesa, pagar faculdade, investir na sobrevivência.

A gente sempre vai se comparar aos outros, a gente sempre vai ver a grama do vizinho mais verde que a nossa, a mesa do outro é sempre mais farta. Mas sempre há alguém que tem menos também, aquele que olha pra gente e sonha em ter os pés de galinha que descartamos no jantar.

O pensamento de que posso me doar mais do que tenho feito é uma tortura constante. Por onde começar? O que é possível realizar? E quando se bate de porta em porta e ninguém abre? Infelizmente, tem coisa que não depende só da gente, e por mais que eu corra atrás, que eu lute, e grite. Enquanto houver alguém que tapa os ouvidos, oportunidades me serão negadas.

O objetivo não é colocar a culpa dos meus “fracassos” na conta de alguém, mas sim ter paz em meu coração de saber que eu fiz o que estava ao meu alcance e muitas vezes fora dele também. O intuito é dormir com a consciência tranquila sabendo que se não aconteceu, não era pra ser. Pelo menos não agora. E isso não é justificar, pelo contrário, é reconhecer que todo plantio tem tempo de crescimento, e não adianta gastar todo o tempo hábil pensando em colher quando não se planta nada. A colheita só vem a quem planta. O objetivo é estar melhor amanhã do que estou hoje, afinal, não quero ser como aqueles que me negaram oportunidades.

Sempre que penso no que significa sucesso pra mim percebo que quero fazer da minha ascensão oportunidade pra muitos. De quê adianta crescer sozinho quando se tem a possibilidade de ajudar alguém a crescer também?

Esse é o objetivo hoje, refletir no que significa frustração, fracasso e sucesso.


As 7 vantagens de ser comunicativo 6 comentários

Durante uma época sofria por ser uma pessoa comunicativa. Tinha medo das pessoas me acharem efusiva e perder oportunidades por isso.

Aos poucos a gente vai se aceitando e se percebendo no mundo. Como tudo na vida, as coisas dependem de como as enxergamos e o mesmo acontece conosco. Não há motivos para as pessoas serem iguais. Então porque se torturar, se você não correspondeu a expectativa de alguém?

Hoje vejo que comunicar é uma maravilha. A maioria das coisas que conquistei foi devido minha facilidade de expressar, e saber lidar com as pessoas foi uma consequência disso. Sabe aquela frase “quem fala o que quer, ouve o que não quer”? É mais ou menos isso! Ou você aprende a lidar com suas características ou as pessoas usam da falta de auto conhecimento pra te torturar.  E isso acontecia comigo, sempre que alguém comentava que eu falo muito,  era motivo pra me sentir ofendida.

Resolvi listar os benefícios de ser comunicativo, pra aprendendermos a nos amar sendo assim e aprendermos a levar as críticas de forma tranquila. Porque não usar essa característica e transformá-la em um benefício natural da vida?

Bota a boca no trombone e SEJE feliz! Vamos a nossa lista:

  1. Pessoas comunicativas fazem amigos/colegas mais facilmente sem medo de parecer ridículas.
  2. Podemos ajudar as pessoas apresentando um outro ponto de vista, pelo qual talvez elas não tinham visto.
  3. Muitas vezes, pessoas comunicativas são as que entretém e divertem as outras pessoas pela forma espontânea.
  4. O assunto rende! Podemos falar de qualquer assunto durante horas, e assim aprender coisas novas.
  5. Pessoas que leem bastante e se comunicam bem, geralmente são formadoras de opinião por trocar informações com outras pessoas e conseguirem colocar em questão aquilo o que pensam.
  6. Nem sempre ser comunicativo significa ser efusivo. tratar as pessoas com simpatia exagerada.
  7. Poder alegrar, ajudar, inspirar as pessoas ao redor.

O importante é descobrir suas características, e aprender a lidar com elas, valorizá-las. assim as pessoas verão seu brilho interior. E mais que fazer isso para cativar pessoas, é fazê-lo por si mesmo, para crescer e a prender a evoluir independente das circunstâncias e do que os outros digam. Afinal, ninguém tem o que VOCÊ tem!

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Palavras serão apenas palavras até vocês trazê-las a vida.

OBS: Imagens retirada do pinterest.

Beijos e até a próxima! 😉