comportamento


Crise dos 20

Hello Pipol, tudo bem com vocês?

Alguns processos se repetem na vida da maioria das pessoas. A crise dos 20 é um deles e a gente ainda não está pronto pra lidar com este furacão de informações.

Uma constante sensação de falta, a cobrança por ainda não ter “chegado lá”, a comparação com realidades completamente diferentes das que conhecemos, as redes sociais nos afirmando que não somos bons o suficiente.

É quase como um sufoco, um nó na garganta que por vezes tira a esperança de dias melhores e nos faz esquecer que amanhã é um novo dia com um novo começo.

Pode parecer meio cruel, mas gente se sente bem quando percebe que não somos os únicos a passar por isto. As crises fazem parte da vida da maioria de nós, e como sociedade cíclica acostumamos a ver estes padrões se repetindo.

Aos 30 teremos novas questões, aos 40 variadas frustrações e até a meia idade guarda suas inseguranças. De forma geral  é uma utopia acreditar que essa angústia passa com o tempo. Ela se resolve de acordo com o que decidimos fazer dela. E então abrimos novos espaços para que novas crises se apresentem.

Os questionamentos construíram a sociedade. Vamos permitir que ajudem a construir nosso caráter.

Beeeijos e até a próxima! 😉


Me apaixonei pelo Muay Thai e foi á primeira vista. 2 comentários

Hello Pipol, tudo bem com vocês?

Fiz musculação durante 2 anos e cheguei em um momento onde que eu não aguentava mais a repetição. Precisava de uma atividade que me desafiasse e trouxesse novos conhecimentos, que fosse tão dinâmico quanto minha loucura, e então eu encontrei o Muay Thai.

Foi como a resposta de muitas orações. Um novo professor chegou na academia do bairro disposto a ensinar tudo o que sabe, a fazer novos alunos dedicados a um estilo de vida, respeitando as tradições e prontos pra vida. E eu estava lá esperando este momento chegar.

A aula experimental

Decidi fazer uma aula experimental preparada pra fechar o pacote trimestral, tudo iria depender do que eu encontraria nas aulas. A primeira coisa que o professor deixou claro é que o Muay Thai é simples e qualquer um que se dedicar consegue fazer. O que diferencia um lutador graduado de iniciante é o quanto ele pratica as técnicas básicas.

A aula experimental me ganhou de primeira. Aprendi a chutar de forma correta, socar e proteger o rosto. Observei também que o aquecimento era puxado e isto é o que me faria perder os quilinhos extras e não teríamos moleza.

Pacote trimestral adquirido com sucesso, aulas duas vezes na semana, decidi levar as luta com seriedade sem medo de apanhar ou bater. Bendita hora em que decidi participar das aulas!

O processo

Aprendi com o tempo que realmente é a prática que trás a perfeição, que a paciência é dona de todas as coisas. Não adianta se desesperar. A pressa te faz perder os movimentos e qualquer coisa executada de forma errada te faz machucar.

Domingo foi dia de graduação. A prova consistiu em apresentar ao professor e ao avaliador – o representante da Tailândia em Minas Gerais, cara foda de luta! – tudo o que aprendemos. Desde os termos técnicos, os movimentos, e também um pouco da cultura Tailandesa.

A faixa amarela – escreve-se prajet mas fala-se “prassiá” – é resultado do trabalho dos últimos três meses. Alguém aí duvida que vou renovar mais um pacote trimestral?

A cultura Tailandesa

Não tem como separar a cultura da luta, já que o Muay Thai nasceu na Tailândia com finalidade de auxiliar na guerra. Os guerreiros tailandeses enfrentavam vários oponentes e venciam. O mais famoso deles foi o Rei Tigre que derrotou 10 guerreiros do exército oposto e libertou sua nação.

O Muay Thai que conhecemos hoje é uma versão moderna do Muay Boran que era utilizado nas guerras. E na Tailândia os meninos começam a lutar desde cedo, crianças de 5/6 anos já lutam da forma mais avançada.

A maior parte da renda na Tailândia vem do Muay Thai, tanto com apostas como venda de acessórios para auxiliar os lutadores. E a outra parte da renda vem dos galos de briga. Portanto, os Tailandeses levam o Muay Thai como um estilo de vida a ser respeitado.

Em alguns rituais antes da luta os atletas homenageiam os mestres, as academias nas quais se formaram e pedem a Buda proteção. Os apostadores investem pesado nos atletas pois sabem do preparo que eles precisam passar desde pequenos para se tornarem dignos de reconhecimento.

 

Tenho aprendido que o Muay Thai é mais que uma luta, é um estilo de vida muito respeitado fora do Brasil, a renda da Tailândia e a sabedoria de um Kru – professor em Tailandês. É saber superar seus limites, ter paciência com as adversidades e ser observador, calmo para saber revidar os golpes que virão até você. É não se cansar com a repetição nem desistir no primeiro empecilho.

Minha relação com meu corpo tem sido muito diferente depois da luta, assim como a noção de espaço e defesa pessoal. Me sinto mais forte e mais preparada pra vida de certa forma.

Eu me apaixonei pelo Muay Thaui e foi a primeira vista, recomendo a todos que a assim como eu vivem agitados, ansiosos, estressados. Tudo muda quando você coloca a luva.

Beeeijos e até a próxima! 😉

 

 

 

 

 

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Quando as pessoas machucam com palavras 2 comentários

Hello Pipol, tudo bem com vocês?

Quem me acompanha nas redes sociais sabe que eu fui pro carnaval vestida de Beyoncé. Escutei vários elogios, mas também críticas disfarçadas em brincadeiras. Às vezes as pessoas machucam com palavras e nem percebem.

Uma das críticas que ouvi veio através de um comentário de alguém que nem me conhece tanto assim. Temos contato superficial no dia a dia e não nos vemos todos os dias. Quando ela me adicionou no facebook, aceitei por educação, sabe? Fiquei com vergonha de excluir a solicitação – mesmo tendo feito uma limpeza recentemente – já que minha intenção não é criar climão com ninguém.

Não precisei de duas semanas pra que essa pessoa me dissesse: “Você é louca? Foi pelada pro carnaval?” Mesmo explicando que estava “protegida”  pela meia calça da cor da pele, a resposta que ouvi é que quando eu fosse estuprada aí sim aprenderia minha lição, tudo isso naquele tom de brincadeira sem graça de quem quer dizer a verdade.

Agora me explica: isso é coisa de dizer pra alguém?

Eu entendo que nem todas as pessoas gostam de carnaval, concordam com o comprimento das fantasias, ou até mesmo entendem as referências. Mas daí a dizer que você só aprenderá a “lição” quando for estuprada, é muita crueldade, né? 

Lição de quê? Que eu não posso vestir as roupas que quero porque as pessoas não gostam? Que o machismo vai continuar vestindo e despindo mulheres quando for conveniente? Na hora eu fiquei sem resposta e engoli seco qualquer argumento que eu naturalmente falaria, porque eu sei que naquele contexto não faria menor diferença.

A pessoa que disse isso não estava aberta pra me ouvir e qualquer comentário que rendesse assunto viraria tumulto desnecessário; algo que evitei principalmente por estar em local de trabalho.

Me pergunto se essa pessoa tem noção da gravidade do que disse e se pensou em algum momento que esse comentário poderia magoar alguém. Eu creio que não! Raramente pensamos em como as pessoas se sentirão diante das nossas palavras maldosas camufladas de “inocentes brincadeiras”.

Quando a gente passa a se colocar no lugar do outro, temos uma compreensão maior de quem somos e de como as pessoas se sentem. Não precisamos esperar acontecer conosco pra saber como é, basta olhar ao redor. E esse é um exercício que nos tira do lugar de conforto, incomoda, sacode nosso universo. 

Perceber que a gente também magoa, nunca será fácil. Mas é um caminho necessário a ser percorrido pra que evitemos esse tipo de situação. O conhecimento continuará sendo a chave que abre as portas da mudança interior.

Podemos e devemos ser pessoas melhores, por nós e pelos outros.

Beeeijos e até a próxima! 😉

 

 

 

 

 

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Me ensinaram a depender da aprovação masculina 2 comentários

Não sei quando me ensinaram isso, ou quando essa informação se fixou na minha mente como algo de extrema importância. Mas, eu aprendi a depender da aprovação masculina. Talvez tenha sido a revista destinada a adolescentes, ou antes mesmo, no mundo encantado com as princesas e suas mortes perfeitas enquanto o único sentido de suas vidas era aguardar “o cara” certo chegar para trazer consigo um pouco de sentido a vida daquela donzela disposta a servir.

Eu aprendi que a opinião de um cara a meu respeito valia mais do que eu pensava sobre mim mesma. Ainda não lembro bem o que me convenceu disto, talvez fosse o coral de vozes dizendo repetidamente “você precisa disto”.

Quebrei-me incontáveis vezes diante do processo de me desafiar. Logo que um rapaz me aprovava, o próximo da lista seria o alvo. Um jogo. Um vício. Agradar a alguém que não a si. Se transformar em todas as versões possíveis de si mesma – algo que seria maravilhoso se fosse feito por mim e para mim. Eu tentei agradar de todas as formas desejando ouvir no fim, que eu não era como as outras. Eu era a garota certa! YOU’RE THE ONE!

Me ensinaram a depender da aprovação masculina

Esse auto martírio começou quando eu era nova, muito nova. Se aos 22 anos entendi que passei muito tempo me enganando, imagine… Foram-se anos: onde eu poderia ter dançado sem música mesmo, e ter montado a banda que eu queria. Poderia ter sonhado ainda mais com aquele intercâmbio, dedicado em aprender a tocar guitarra para estremecer os ouvidos dos incomodados…  Eu poderia. E ainda posso. Agradeço a vida por ter me mostrado cedo os livramentos desse fardo pesado.

O tempo passou…

O carinha da banda engravidou uma moça e não assumiu. O bonitão, não conseguia enxergar nada além de si mesmo. Quem te disse que ele enxergaria você? O gringo gente boa, deu no pé quando ouviu o primeiro não.

Mas nesta lista também segue os que se aproveitaram desta doutrina de aprovação e me aprisionaram. Graças a Deus, não por muito tempo. Eu tomei o melhor caminho, certamente guiada pelo anjo da guarda e o conhecimento protetor que viria anos adiante.

Tantos anos sem pesar nenhum dano, para neste lugar entender que nada é por acaso e pra dizer a vocês que nunca é tarde para ser dona de si mesmo.

Créditos: Imagens retiradas do tumblr.

Beeeijos e até a próxima! 😉

 

 

 

 

 

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3 sonhos ainda não realizados 2 comentários

Hello Pipol, tudo bem com vocês?

Inspirada no post da Sophia Abrahão  resolvi contar pra vocês meus 3 sonhos ainda não realizados como se fosse uma TAG, sabe? A postagem dela me fez repensar as prioridades e rever as coisas que eu gostaria muito de fazer e ainda não tive oportunidade.

Sabemos que os sonhos movem a gente. Eles fazem nosso mundo ter cor e objetividade. Quando sonhamos nos sentimos vivos e úteis, com uma missão a cumprir no mundo. Esses sonhos podem ser de curto, médio, ou longo prazo. Tudo depende da sua organização e o tamanho do seu sonho.

Ter minha casa

Confesso que sempre fui uma pessoa espaçosa, e isso acontece porque gosto de cada coisa em seu lugar. Otimizar espaço socando tudo em um cantinho nunca foi meu forte. Fico sonhando com o dia em que terei minha casa e poderei colocar a decoração a meu gosto. Sonho com a cor das paredes e os quadros compondo o ambiente, com o chão limpinho e os tapetes… Ainda que simples, vai ser tudo limpinho porque a tia da faxina chegou. Aêeee! – aplausos –

Sei que as coisas são feitas aos poucos, mas não custa nada sonhar, né?

3 sonhos que ainda não realizei

Pensar mais antes de falar

Um defeito que preciso melhorar urgentemente. Acabo falando coisas que não queria para pessoas que não merecem. Isso quando num compartilho coisas íntimas para pessoas que não conhecem minha história! Constantemente tenho a sensação de arrependimento depois de confidenciar algo a alguém. E me sinto mais pressionada porque as pessoas costumam dizer que quando compartilhamos os sonhos, eles não realizam.

Tento me livrar desse peso que as pessoas colocam no tal “recalque”. Repito pra mim mesma todos os dias: “As pessoas só me afetarão com suas más energias se eu permitir.”

3 sonhos que ainda não realizei

Carimbar meu passaporte

Tá aí a ostentação que você respeita! Sempre sonhei em viajar bastante e um passaporte carimbado é o topo da lista de sonhos.

Cada viagem que fiz confirmou essa vontade. As lições que trazemos na bagagem muitas vezes vale mais que as coisas que compramos. Os amigos que fazemos, os lugares que conhecemos, o mundo que enxergamos quando voltamos pra casa… Percebemos finalmente que o mundo é muito mais do que vemos. Nosso mundinho não é nada diante da grandeza da humanidade.

Ainda temos muito o que aprender…

3 sonhos que ainda não realizei

Espero que vocês reflitam sobre seus sonhos e corram atrás do que for possível para realizá-los. Às vezes precisamos de paciência e muita dedicação, enquanto outros sonhos pequenos fazem nosso dia a dia valer mais a pena. De qualquer forma, alimente seu lado sonhador.

Créditos: Imagens retiradas do tumblr.

Beeeijos e até a próxima! 😉

 

 

 

 

 

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Existem sonhos que nunca morrem

Hello Pipol, tudo bem com vocês?

Se tem uma coisa que me sustentou na adolescência, foi sonhar de todo coração. Basicamente criei um mundo paralelo onde sobrevivo nos meus sonhos. Isso já me salvou muitas vezes do ceticismo, como me tirou da minha realidade e me privou de viver o aqui e agora.

Quando os sonhos saem do controle, corremos o risco de viver neste lugar dentro de nós e não aceitar a realidade que nos cerca. Isso se torna um problema quando precisamos ser resilientes.

resiliência

substantivo feminino
  1. 1.
    fís propriedade que alguns corpos apresentam de retornar à forma original após terem sido submetidos a uma deformação elástica.
  2. 2.
    fig. capacidade de se recobrar facilmente ou se adaptar à má sorte ou às mudanças.

A resiliência é necessária quando precisamos nos adaptar no mundo a nossa volta. Aceitar a nossa realidade é o primeiro passo para entender o que precisamos fazer para crescer. Abraçar a vida real é o primeiro passo para a realização de um sonho.

Percebi que quanto mais eu negava aquilo que me cercava, pior eu ficava. Assim eu não conseguia fazer o que precisava, muito menos as mudanças que me levariam além.

Um dia a gente cansa de viver neste mundo interno e negar tudo o que é externo. Eu precisei sair desta caixa e foi doloroso, mas também foi legal enxergar o mundo a minha volta e ver como eu realizava vários sonhos quando estava mais calma. A vida encontra possibilidades quando a gente se aceita, quando acolhe a vida, quando entende que pode ser melhor nas coisas mais simples.

Alguns sonhos nunca morrem, pelo contrário, ganham mais força ao longo dos anos. O mistério está em entender o que é um capricho nosso e o que é um sonho que não pode deixar de ser realizado.

Créditos: Imagem retirada do tumblr

Beeeijos e até a próxima! 😉


Meu youtuber preferido mudou, e agora?

Hello Pipol, tudo bem com vocês?

A internet trouxe consigo novas possibilidades que antes a humanidade não era capaz de experimentar, inclusive a profissão youtuber. É comprovado que um jovem de 20 anos recebe mais informação em um dia que uma pessoa na idade média durante toda sua vida.

É tanta coisa ao mesmo tempo, que nossas opiniões são refutadas a todo momento – e que fique claro, é saudável mudar de opinião. Tá liberado! -. Mas como saber o que é real, o que é mentira? Como compartilhar os momentos sem abrir mão da privacidade? Somos a geração aprendendo a lidar com internet, é natural que confusões aconteçam ao longo do percurso.

Youtuber é a personalidade mais expostas na atualidade, eu diria, já que a profissão consiste em compartilhar pontos de vista sobre diversos assuntos. Qualquer pisão fora do caminho natural e veremos a internet borbulhar em intrigas e confusões.

Mas ok… Todo mundo muda o tempo todo.

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Como é amar alguém que tem depressão 4 comentários

Hello Pipol, tudo bem com vocês?

As vezes a gente precisa abrir o coração e contar pras pessoas como se sente. Não dá pra engolir tudo como se fossemos responsáveis por carregar o mundo nas costas. É isso que eu vivia dizendo ao namorado com depressão.

Quando começamos há 3 anos, eu não imaginava que ele tinha depressão. Afinal, esse não é o tipo de coisa que se conte no primeiro encontro. Mas o tempo passou e comecei a perceber que ele estava passando por uma fase difícil que eu não compreendia.

Até que o momento da verdade aconteceu. Ele me contou como se sentia e logo achei que era minha obrigação libertá-lo desse mal. Está aí a primeira coisa que fazemos errado quando descobrimos que alguém que a gente ama tem depressão: a gente quer abrir as cortinas, deixar o sol entrar, por vezes enfia-lo debaixo de um chuveiro gelado e gritar “ACORDA QUE O DIA TÁ LINDO!”

Como é amar alguém que tem depressão

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Disseram: a carência é a mãe da roubada 2 comentários

Hello Pipol, tudo bem com vocês?

    Esses dias estava de bobeira no twitter, quando uma amiga postou a imagem que diz: “Carência é a mãe da roubada”. Me identifiquei tanto, que decidi escrever pra vocês. Então vamos lá!

    Quantas vezes a gente se doa e decepciona? Quantas vezes a gente deposita expectativas em alguém e se frustra? Acho que todo mundo passou por isso um dia, e se não passou ainda, amiga, vai passar, é só aguardar sua vez! (Não quero ser pessimista, mas faz parte da vida).

    Aliar diferenças à carência, é pedir por uma roubada. E isso acontece porque passamos a nos anular pra ter alguém ao lado. A gente esquece o auto amor. Esquece aquele orgulho saudável que dá pra gente um pouquinho de dignidade, sabe? E pensa comigo: Como uma relação pode funcionar de maneira saudável, se você está disposta a abrir mão de QUALQUER COISA pela pessoa? Nessa brincadeira, você abre mão de si mesma, dos seus princípios pra agradar alguém, porque não suporta a ideia de estar sozinha.

Ás vezes a outra pessoa se apaixonou por você porque admirava seu jeito de ser, suas opiniões, e de repente ela não reconhece mais você, e o que você faz pra agradar acaba sendo o motivo do desinteresse.

O que quero dizer com isso, é que por vezes podemos renunciar algumas atitudes pra entrar em consenso, mas não podemos renunciar quem somos. No fim das contas, você convive consigo o tempo todo e não dá pra fugir de si mesmo.

A carência é a mãe da roubada

Para conhecer mais ilustrações da autora @magraderuim clique na imagem.

    Aceitar qualquer coisa pra não estar só é triste, doloroso e frustrante. Pessoas má intencionadas se aproveitam desses momentos pra fazer do outro gato e sapato. Chantagens emocionais também são comuns. Se alguém está ganhando algo muito facilmente, alguém está perdendo dolorosamente (essa teoria funciona pra basicamente tudo na vida).

Não existe receita de bolo para que relacionamentos funcionem, mas o primeiro passo para um amor saudável é a reciprocidade e o respeito. E as pessoas que respeitam e amam você, não se aproveitariam de um momento de carência para te prejudicar.

Sei que nem sempre a gente consegue identificar pessoas maldosas, e quase sempre quando identificamos, já quebramos a cara. Mas pra isso servem as experiências. Se aproveitar das fraquezas alheias pra tirar vantagem é baixo e cruel. Devemos agir de acordo com a regra de ouro: Não faça com o outro, o que não deseja que façam a você. 

    Meu conselho de hoje é: Se preserve. Se entregar exige cuidado, pois corresponder aos sentimentos de alguém não é obrigatório, mas é uma responsabilidade tremenda. Cuidar de si é o primeiro passo para estar apto a cuidar do outro.

Sua vontade de estar com alguém tem que te trazer alegria e paz, e não medo, cicatrizes e mágoas. Não deixe as pessoas brincarem com seus sentimentos, eles são preciosos.


Frustração, fracasso, sucesso 2 comentários

Hello Pipol, tudo bem com vocês?

Gostaria de falar com vocês sobre algo que tem sido recorrente na minha vida: frustração!

Reconheço que sou uma jovem privilegiada por vários motivos. Não nasci rica, mas tenho uma família que me ensinou muito e fortaleceu a cada passo da minha vida. Diria talvez que o destino me presenteou com algumas possibilidades que muitos jovens na minha idade não tiveram. Mas uma coisa é fato: a dificuldade vem pra todos, e evidentemente gera frustração também.

Sucesso, fracasso e frustração são conceitos relativos? Acredito que sim, afinal, cada pessoa tem um jeito particular de enxergar a vida. E a vida se comporta de acordo com a visão que você tem dela.

Cresci ouvindo que pra ter certas coisas a gente precisa trabalhar, acreditar, correr atrás. Sim! A gente tem que correr atrás, mas quando não se tem oportunidades crescendo com você durante a infância e adolescência, você tem que batalhar mais pra ter o básico. Uniforme e material escolar, talvez uma passagem de ônibus pra conseguir educação melhor. Na adolescência, o que resta é ser menor aprendiz pra começar a ganhar dinheiro mais cedo. Meio salário rende o quê? Na minha época algumas calças jeans, um violão de segunda mão, e 50 reais pra ajudar a mãe em casa.

Hoje, depois de muita água rolar debaixo da ponte, ainda preciso correr atrás. A começar pela realização profissional que aos poucos vai se tornando um pesadelo quando se percebe que é difícil viver fora da caixa. Você tenta se ajustar aonde dá. Sei que não posso reclamar de muita coisa, porque vivo do que escolhi, enquanto muitos da mesma idade não podem “se dar ao luxo” de trabalhar com arte porque gostam, afinal precisam colocar comida na mesa, pagar faculdade, investir na sobrevivência.

A gente sempre vai se comparar aos outros, a gente sempre vai ver a grama do vizinho mais verde que a nossa, a mesa do outro é sempre mais farta. Mas sempre há alguém que tem menos também, aquele que olha pra gente e sonha em ter os pés de galinha que descartamos no jantar.

O pensamento de que posso me doar mais do que tenho feito é uma tortura constante. Por onde começar? O que é possível realizar? E quando se bate de porta em porta e ninguém abre? Infelizmente, tem coisa que não depende só da gente, e por mais que eu corra atrás, que eu lute, e grite. Enquanto houver alguém que tapa os ouvidos, oportunidades me serão negadas.

O objetivo não é colocar a culpa dos meus “fracassos” na conta de alguém, mas sim ter paz em meu coração de saber que eu fiz o que estava ao meu alcance e muitas vezes fora dele também. O intuito é dormir com a consciência tranquila sabendo que se não aconteceu, não era pra ser. Pelo menos não agora. E isso não é justificar, pelo contrário, é reconhecer que todo plantio tem tempo de crescimento, e não adianta gastar todo o tempo hábil pensando em colher quando não se planta nada. A colheita só vem a quem planta. O objetivo é estar melhor amanhã do que estou hoje, afinal, não quero ser como aqueles que me negaram oportunidades.

Sempre que penso no que significa sucesso pra mim percebo que quero fazer da minha ascensão oportunidade pra muitos. De quê adianta crescer sozinho quando se tem a possibilidade de ajudar alguém a crescer também?

Esse é o objetivo hoje, refletir no que significa frustração, fracasso e sucesso.