Surtô


Precisamos falar sobre término de relacionamento. 4 comentários

Hello Pipol, tudo bem com vocês?

Chegou a hora. O momento em que a gente revela as verdades e desnuda a alma. Término de relacionamento é algo que mexe tanto com a gente que não dá pra fugir. O tema vem a tona, a vergonha fala alto, mas os acontecimentos são honestos demais para não serem discutidos.

Há duas semanas terminei um relacionamento de 4 anos. Entre tantas tentativas e até mesmo idas e vindas, a racionalidade venceu! Foi bom enquanto durou, mas caminhamos por caminhos diferentes agora. 

A primeira coisa que veio a minha mente quando entrei no Uber com todas as minhas tralhas, foi a coragem. Por que a gente se esconde tanto atrás do medo? Por que continuamos acreditando que o amor vai vencer, mesmo quando os vestígios nos provam que é necessário um novo caminho? Que medo é esse de ficar sozinho que nos faz engolir tanto desamor?

Às vezes ficar sozinho é a melhor solução pra uma alma machucada em um relacionamento desgovernado que se perdeu no caminho. Não existem verdades absolutas, não existem regras para o sucesso; mas o amor próprio é o parâmetro da saúde mental. Nada que fuja disso tem possibilidade de dar certo. Amar demais, se entregar demais, querer salvar o outro de algo que nem ele mesmo quer, não é saudável. Não olhar para si no meio de tanta turbulência, é pedir pra que as coisas te magoem mais ainda.

Em uma sociedade onde falamos sobre ter mais empatia, mais amor ao próximo, soa egoísta falar de amor próprio. Mas as relações interpessoais começam a desandar quando uma das partes está em desequilíbrio.

Término de relacionamento não é o fim da vida. É um momento doloroso onde ambas as partes podem olhar a si mesmos como indivíduos e não apenas um “bolôlô” de sentimentos em uma relação. É encarar a solidão, se olhar no espelho e se perguntar “e eu, como fico?“. É dar valor ao que será de você de agora em diante.

Alguns clichês são muito utilizados nestes momentos: “tudo passa“, “vai ficar tudo bem“, “o tempo é senhor de todas as coisas“. E quer saber? Todos eles estão certos! O clichê é clichê por apenas um motivo, eles são verdades vividas por todas as pessoas. É sabedoria popular. É a cura da natureza para dores que achamos impossíveis serem curadas, para os sofrimentos que só nós sabemos.

Realmente, cada pessoa reage de forma diferente a mesma situação, mas não se esqueça nunca que somos todos humanos seguindo em uma caminhada. Existem coisas que vão acontecer pra todo mundo mais hora, menos hora. O término de relacionamento é uma delas.

Durante estas duas semanas, ouvi relatos de mulheres que finalizaram suas relações em busca de felicidade. A palavra que mais escutei até aqui foi “CORAGEM”. Aquela que nos falta quando estamos em infelizes. O famoso medo de mexer em time que está ganhando.

O patriarcado ganha muito em cima do nosso medo. É assim que conseguem mulheres caladas, se sujeitando a relações abusivas, desrespeitosas, sem um pingo de amor e empatia. Foi sob o medo que minha avó viveu anos ao lado do meu avó que guardava uma faca embaixo do travesseiro. Uma mulher corajosa liberta toda uma geração! Ela serve de exemplo à suas semelhantes e mostra que não precisamos nos sujeitar a tamanha falta de amor.

O mundo é gigante, o amor está em toda parte. Eu continuo acreditando no poder das minhas ações e que minha força pode alimentar milhares, assim como a força de várias mulheres me sustentaram ao longo da semana. Sigo acreditando que o amor chegará até mim de uma forma ou de outra e que cada um tem o que merece. O que é nosso tá guardado, e enquanto não chega, vamos dominar o mundo com nossa CORAGEM!

Beeeijos e até a próxima! 😉

 

 

 

 

 

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Como encontrei a paz interior

Hello Pipol, tudo bem com vocês?

Durante muito tempo busquei a tão sonhada paz interior. Depois de alguns anos finalmente entendi que nada faz sentido se eu não estiver bem por dentro. O desafio é que a jornada que enfrento todos os dias para alcançá-la.

Para alguém que sempre precisou de aprovação pra sentir paz interior, era um conceito quase incessível pensar em fazer as coisas sem olhar pra trás. Sempre fui muito comedida com as minhas atitudes porque minha mãe me ensinou a pensar um milhão de vezes antes de fazer qualquer coisa. O medo de que algo saísse do controle foi algo constante na minha adolescência e ainda é. 

O fato é que não dá pra viver pensando qual será o próximo buraco que nos fará tropeçar, e é simples entender porque: nem sempre temos controle das coisas. É tudo muito imprevisível. Podemos nem estar aqui amanhã. A vida, assim como o amor, é um jogo de azar. Em um momento tudo está bem e no outro as coisas vão por água abaixo.

Como encontrei a paz interior

Por isso, precisamos estar bem conosco. Esta é a razão pela qual a paz interior é importante. Diante dos desastres inesperados da vida precisamos ter força para prosseguir. A atitude de consultar os sentimentos, de entender as vontades, reconhecer as limitações, considerar as possibilidades, nos faz mais seguros para tomar decisões, mudar atitudes nocivas e assim transformar nossas vidas. 

Quando depositamos nossa felicidade e bem estar nas mãos de outra pessoa, estamos a mercê das vontades dela. Ao mesmo tempo que esta pessoa deseja que você seja feliz, ele está mais interessada na própria felicidade.

Gente que se ama tem luz própria; amor pra dar. Gente que está em paz atraí mais gente decidida. E então o ciclo de amizades e referências será repleto de inspiração e força. E vamos combinar que todos nós precisamos disto, né?

Como encontrei a paz interior

Foi vivendo um dia de cada vez e me permitindo errar que aprendi quem eu sou. Foi tentando errar menos que me motivei todos os dias a me fazer melhor pra mim e para os outros. É ouvindo minha intuição e respeitando meus instintos que entendo quando algo me incomoda e busco ao máximo ser honesta para reconhecer quando algo não me faz bem.

Por fim, tenho perdido aos poucos o medo de desagradar os outros. Minha maior preocupação agora é agradar a mim mesma e ser cada vez melhor para as pessoas ao meu redor.

Mágico é ter a alegria de ser quem é. É saber que mesmo com todos os defeitos e problemas ser você é a melhor parte. Tomar as próprias decisões, ter autonomia sobre o próprio corpo, amar a si mesmo, é a maior libertação que um ser pode vivenciar para alcançar a tal paz interior.

Beeeijos e até a próxima! 😉

 

 

 

 

 

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Sobre as orações que eu deveria fazer antes de sair de casa 4 comentários

Hello Pipol, tudo bem com vocês?

Confesso que tenho me sentido agitada. Uma inquietação que me consome da cabeça aos pés como se o mundo fosse acabar amanhã. Eu paro, respiro fundo, tento me acalmar, mas as minhas mãos tremem. Faço orações, mas ninguém parece ouvir.

Eu escolhi me fechar. Me culpo por falar demais e contar minha vida a todo mundo. Ser expansiva nem sempre é um presente. É uma tortura tentar me calar diante dos acontecimentos da vida. Mas eu tento manter minha mente positiva.

Parece que alguém lá em cima está em greve de silêncio onde a regra é só observar pra ver até onde consigo ir sozinha. É o hoje que nos prepara para o tão sonhado amanhã, portanto, preciso mesmo aprender a me virar sozinha. Temos que estar firmes quando nosso sonho megalomaníaco é dominar o mundo.

Talvez seja essa visão de uma geração millenium que nunca conquistou o que achou que merecia, talvez seja falta de resiliência mesmo e um pouco de falta de preparo para encarar o mundo real.

Alguém me diz pra orar antes de sair de casa, talvez essa seja a resposta para o meu desespero mais profundo. As orações acalmam a alma, nos fortalece, nos ensina a resistir e nos prepara.

Oração após oração me sinto mais perdida, desgastada, falando sozinha. E então desato a falar de mim para pessoas que não se importam, enquanto as que me apoiariam são privadas de tanta tristeza que venho alimentando. Grito para o nada, me calo para o tudo. E a alma sufoca.

Passei da fase de conversar com meus amigos e encontrar poesia em cada canto. Talvez eu esteja deprimindo, talvez não veja mais a alegria de viver, talvez eu esteja absorvendo energia do lugar aonde estou, talvez seja só um dia ruim. Me pergunto: Por quanto tempo um pessoa resiste lutando sozinha? Talvez não muito tempo.

Estou fraca, o tempo está esgotando e eu já tentei todos os antídotos mágicos, nenhum deles funcionam pra mim. Respiro fundo. Tento de novo. Me sinto só.

Ás vezes penso em morte, na maioria das vezes penso em vida, e na vida que eu gostaria de conquistar mas não encontro forças. Preciso de ajuda.

Meu corpo arrepia de baixo a cima e sinto aquela presença. Aquela que me guarda, me ajuda, me ensina, me direciona… Não estou só. Alguém me observa. Talvez seja o mesmo que escuta minhas orações e as guarda.

Quando a tristeza passa vejo que era mais um dia ruim. Um dia daqueles! Talvez eu só tenha que pensar mais um pouco sobre as orações que eu deveria fazer antes de sair de casa.

Beeeijos e até a próxima! 😉

 

 

 

 

 

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A vontade de viver uma vida em poucos dias

Hello Pipol, tudo bem com vocês?

Sempre tive o sonho de nunca ter dias iguais. A ansiedade por viver uma vida cheia de experiências me fez encarar situações nada agradáveis. Mas a gente sobrevive a cada uma delas e no fim tem histórias malucas pra contar.

Existem tantas problemáticas dentro disso que minha cabeça começa a girar. Me pergunto: “O que me impede de viver o que sempre sonhei?” E quando a resposta envolve dinheiro, me vejo mais frustrada ainda. Não é possível que as oportunidades girem em torno de TER algo! Mas sim, isso é real.

Talvez esta vida de instagram tenha me feito mal. Vejo as pessoas tendo oportunidades inusitadas e maravilhosas. E porque estas oportunidades não chegam pra mim? O que eu estou fazendo de errado? E cada dia que passa desperta ainda mais o desejo de viver algo parecido.

Anseio por realizar todos os sonhos engavetados: as comidas cheias de novidades e gostos exóticos. O passeio de camelo, helicóptero, de barco ou jangada.

A vontade de viver uma vida em poucos dias

Você é moldado por ver a forma que as outras pessoas enxergam você.

Meu sonho é o vento no rosto, a mochila nas costas e o peito cheio de alegria por poder sair de mim e rezar com os monges budistas. A experiência de pegar um metrô e rodar a Europa inteira sabendo que nela contém os segredos mais profundos de todas as pessoas que passaram por ali. É desbravar o continente africano me ligando aos meus ancestrais e aprendendo sobre tudo o que vem antes de mim e ainda sim corre em meu sangue. 

Tenho vontade de registrar tudo isso em uma câmera fotográfica e revelar depois preenchendo a parede com as memórias que em mim serão eternas. A ausência disto resulta em apenas uma coisa: hoje vivo várias vidas em um curto dia quando um trabalho ou outro me permite.

No paraíso do lado de cá…

Decidi viver tudo o que eu poderia, sem medo do amanhã. Sem planejamento mesmo, pra que eu sentisse pelo menos o gosto de tem vida fluída. Confesso que me cansei de ter que me preparar para cada passo que darei, ponderando as consequências.

Agora, os fins de semanas são inteiramente meus, ocupado de shows que antes não ia por medo da ressaca no dia seguinte. Com os passeios no parque, museus… Entre reuniões, cafés e chop’s descobri que quero ter a mesma disposição dos trabalhos nos momentos de lazer. Sem medo de me magoar, me endividar ou arrepender.

A juventude acontece apenas uma vez e envelhecer com saúde cabe aquele que tem o coração cheio de alegria. Decidi que todo dia é dia e eu serei saudável e de bem com a vida em qualquer idade ou circunstância, porque minha vida em poucos dias estão na vontade de viver algo novo com intensidade e não em quanto dinheiro guardo na carteira.

Créditos: Imagens retiradas do tumblr.

Beeeijos e até a próxima! 😉

Nattany Martins assinatura

 

 

 

 

 

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Quando as pessoas machucam com palavras 2 comentários

Hello Pipol, tudo bem com vocês?

Quem me acompanha nas redes sociais sabe que eu fui pro carnaval vestida de Beyoncé. Escutei vários elogios, mas também críticas disfarçadas em brincadeiras. Às vezes as pessoas machucam com palavras e nem percebem.

Uma das críticas que ouvi veio através de um comentário de alguém que nem me conhece tanto assim. Temos contato superficial no dia a dia e não nos vemos todos os dias. Quando ela me adicionou no facebook, aceitei por educação, sabe? Fiquei com vergonha de excluir a solicitação – mesmo tendo feito uma limpeza recentemente – já que minha intenção não é criar climão com ninguém.

Não precisei de duas semanas pra que essa pessoa me dissesse: “Você é louca? Foi pelada pro carnaval?” Mesmo explicando que estava “protegida”  pela meia calça da cor da pele, a resposta que ouvi é que quando eu fosse estuprada aí sim aprenderia minha lição, tudo isso naquele tom de brincadeira sem graça de quem quer dizer a verdade.

Agora me explica: isso é coisa de dizer pra alguém?

Eu entendo que nem todas as pessoas gostam de carnaval, concordam com o comprimento das fantasias, ou até mesmo entendem as referências. Mas daí a dizer que você só aprenderá a “lição” quando for estuprada, é muita crueldade, né? 

Lição de quê? Que eu não posso vestir as roupas que quero porque as pessoas não gostam? Que o machismo vai continuar vestindo e despindo mulheres quando for conveniente? Na hora eu fiquei sem resposta e engoli seco qualquer argumento que eu naturalmente falaria, porque eu sei que naquele contexto não faria menor diferença.

A pessoa que disse isso não estava aberta pra me ouvir e qualquer comentário que rendesse assunto viraria tumulto desnecessário; algo que evitei principalmente por estar em local de trabalho.

Me pergunto se essa pessoa tem noção da gravidade do que disse e se pensou em algum momento que esse comentário poderia magoar alguém. Eu creio que não! Raramente pensamos em como as pessoas se sentirão diante das nossas palavras maldosas camufladas de “inocentes brincadeiras”.

Quando a gente passa a se colocar no lugar do outro, temos uma compreensão maior de quem somos e de como as pessoas se sentem. Não precisamos esperar acontecer conosco pra saber como é, basta olhar ao redor. E esse é um exercício que nos tira do lugar de conforto, incomoda, sacode nosso universo. 

Perceber que a gente também magoa, nunca será fácil. Mas é um caminho necessário a ser percorrido pra que evitemos esse tipo de situação. O conhecimento continuará sendo a chave que abre as portas da mudança interior.

Podemos e devemos ser pessoas melhores, por nós e pelos outros.

Beeeijos e até a próxima! 😉

 

 

 

 

 

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Me ensinaram a depender da aprovação masculina 2 comentários

Não sei quando me ensinaram isso, ou quando essa informação se fixou na minha mente como algo de extrema importância. Mas, eu aprendi a depender da aprovação masculina. Talvez tenha sido a revista destinada a adolescentes, ou antes mesmo, no mundo encantado com as princesas e suas mortes perfeitas enquanto o único sentido de suas vidas era aguardar “o cara” certo chegar para trazer consigo um pouco de sentido a vida daquela donzela disposta a servir.

Eu aprendi que a opinião de um cara a meu respeito valia mais do que eu pensava sobre mim mesma. Ainda não lembro bem o que me convenceu disto, talvez fosse o coral de vozes dizendo repetidamente “você precisa disto”.

Quebrei-me incontáveis vezes diante do processo de me desafiar. Logo que um rapaz me aprovava, o próximo da lista seria o alvo. Um jogo. Um vício. Agradar a alguém que não a si. Se transformar em todas as versões possíveis de si mesma – algo que seria maravilhoso se fosse feito por mim e para mim. Eu tentei agradar de todas as formas desejando ouvir no fim, que eu não era como as outras. Eu era a garota certa! YOU’RE THE ONE!

Me ensinaram a depender da aprovação masculina

Esse auto martírio começou quando eu era nova, muito nova. Se aos 22 anos entendi que passei muito tempo me enganando, imagine… Foram-se anos: onde eu poderia ter dançado sem música mesmo, e ter montado a banda que eu queria. Poderia ter sonhado ainda mais com aquele intercâmbio, dedicado em aprender a tocar guitarra para estremecer os ouvidos dos incomodados…  Eu poderia. E ainda posso. Agradeço a vida por ter me mostrado cedo os livramentos desse fardo pesado.

O tempo passou…

O carinha da banda engravidou uma moça e não assumiu. O bonitão, não conseguia enxergar nada além de si mesmo. Quem te disse que ele enxergaria você? O gringo gente boa, deu no pé quando ouviu o primeiro não.

Mas nesta lista também segue os que se aproveitaram desta doutrina de aprovação e me aprisionaram. Graças a Deus, não por muito tempo. Eu tomei o melhor caminho, certamente guiada pelo anjo da guarda e o conhecimento protetor que viria anos adiante.

Tantos anos sem pesar nenhum dano, para neste lugar entender que nada é por acaso e pra dizer a vocês que nunca é tarde para ser dona de si mesmo.

Créditos: Imagens retiradas do tumblr.

Beeeijos e até a próxima! 😉

 

 

 

 

 

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3 sonhos ainda não realizados 2 comentários

Hello Pipol, tudo bem com vocês?

Inspirada no post da Sophia Abrahão  resolvi contar pra vocês meus 3 sonhos ainda não realizados como se fosse uma TAG, sabe? A postagem dela me fez repensar as prioridades e rever as coisas que eu gostaria muito de fazer e ainda não tive oportunidade.

Sabemos que os sonhos movem a gente. Eles fazem nosso mundo ter cor e objetividade. Quando sonhamos nos sentimos vivos e úteis, com uma missão a cumprir no mundo. Esses sonhos podem ser de curto, médio, ou longo prazo. Tudo depende da sua organização e o tamanho do seu sonho.

Ter minha casa

Confesso que sempre fui uma pessoa espaçosa, e isso acontece porque gosto de cada coisa em seu lugar. Otimizar espaço socando tudo em um cantinho nunca foi meu forte. Fico sonhando com o dia em que terei minha casa e poderei colocar a decoração a meu gosto. Sonho com a cor das paredes e os quadros compondo o ambiente, com o chão limpinho e os tapetes… Ainda que simples, vai ser tudo limpinho porque a tia da faxina chegou. Aêeee! – aplausos –

Sei que as coisas são feitas aos poucos, mas não custa nada sonhar, né?

3 sonhos que ainda não realizei

Pensar mais antes de falar

Um defeito que preciso melhorar urgentemente. Acabo falando coisas que não queria para pessoas que não merecem. Isso quando num compartilho coisas íntimas para pessoas que não conhecem minha história! Constantemente tenho a sensação de arrependimento depois de confidenciar algo a alguém. E me sinto mais pressionada porque as pessoas costumam dizer que quando compartilhamos os sonhos, eles não realizam.

Tento me livrar desse peso que as pessoas colocam no tal “recalque”. Repito pra mim mesma todos os dias: “As pessoas só me afetarão com suas más energias se eu permitir.”

3 sonhos que ainda não realizei

Carimbar meu passaporte

Tá aí a ostentação que você respeita! Sempre sonhei em viajar bastante e um passaporte carimbado é o topo da lista de sonhos.

Cada viagem que fiz confirmou essa vontade. As lições que trazemos na bagagem muitas vezes vale mais que as coisas que compramos. Os amigos que fazemos, os lugares que conhecemos, o mundo que enxergamos quando voltamos pra casa… Percebemos finalmente que o mundo é muito mais do que vemos. Nosso mundinho não é nada diante da grandeza da humanidade.

Ainda temos muito o que aprender…

3 sonhos que ainda não realizei

Espero que vocês reflitam sobre seus sonhos e corram atrás do que for possível para realizá-los. Às vezes precisamos de paciência e muita dedicação, enquanto outros sonhos pequenos fazem nosso dia a dia valer mais a pena. De qualquer forma, alimente seu lado sonhador.

Créditos: Imagens retiradas do tumblr.

Beeeijos e até a próxima! 😉

 

 

 

 

 

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Os 5 mitos sobre as mulheres mais propagados

Hello Pipol, tudo bem com vocês?

Vamos questionar alguns mitos sobre as mulheres para comemorar o dia Internacional da Mulher em grande estilo. Às vezes as pessoas passam informações adiante que nem sempre são verdadeiras, contribuindo o fortalecimento de esteriótipos machistas, como por exemplo, a ideia de que mulheres não dirigem bem.

Nunca é tarde para questionar, não é mesmo?

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Eu abri mão de um amor

Eu abri mão de um amor, ainda que o meu maior desejo é que ele não acabasse. Pelo contrário! Queria ter a oportunidade de viver tudo o que ele me oferecesse. Estava pronta para o pior. O que eu não podia permitir, era que ele nunca acontecesse.

Mas então o momento chegou, e eu abri mão deste amor. Ainda não sei bem ao certo o que me convenceu que aquele era um caminho sem volta, sem frutos. Talvez o seu desinteresse em assumi-lo, ou a minha falta de disponibilidade. O fato, é que aguardei todo esse tempo, o dia em que você me ligaria dizendo que por você tudo bem, que a gente seria feliz.

Esperei seu sorriso manifesto no passeio do museu, na torta de limão, no abraço deitado na grama do parque. A gente contaria as besteiras em um tom poético e gargalharia de todas as ironias sutis. A gente viveria como se esse amor fosse tudo o que nos pertencesse na vida, e o desejo nos guiaria até descobertas que decidimos viver juntos.

Eu abri mão de um amor

Esperei telefonemas, cartas, doces, histórias. Mas nada disso passou de ilusões dentro da minha cabeça. Desejei tanto estar contigo, que recriei minha rotina, meus gostos, os sonhos, tudo pra encaixar você comigo de alguma forma isso desse certo.

Eu tentei ouvir sua voz no silêncio, e me convencer que você também sentia o mesmo. Tentei gritar com o meu desespero. Busquei outras formas de perceber que teríamos uma solução desde que estivéssemos juntos.

E no fim, eu acordei de um sonho percebendo o quanto sonhei sozinha, sofri sozinha, amei sozinha. Talvez seja por esse motivo que eu abri mão de um amor enquanto esperava você me dizer: “Por favor, não vá!”.

Mas adivinha? Você não disse.

Créditos: Imagens retiradas do tumblr.

Beeeijos e até a próxima! 🙂

 


O dia que abalou minha fé – a falta de empatia 2 comentários

Dia 3 de fevereiro de 2017, a data do falecimento da ex-primeira-dama Marisa Letícia Lula da Silva e o dia que me marcou e me mostrou como o Brasil está doente. Essa foi umas das situações que abalaram minha fé na melhora do nosso país.

Tudo começou alguns dias antes do falecimento, quando Dona Marisa ainda estava internada e em coma induzido. Lula a acompanhava no hospital quando algumas senhorinhas resolveram fazer protestos contra o ex-presidente na porta do hospital. Acho que a morte virou uma coisa tão banal e tão cotidiana que as pessoas não pensam na gravidade e no desrespeito por de trás de seus atos.

 

Mulheres-marisa-lula-sirio-libanes

Mulheres foram até o Sírio Libanês protestar contra Marisa e Lula. Elas pediam que a ex-primeira-dama fosse transferida para o SUS.

 

Após a nota de falecimento de Marisa, como esperado, a repercussão foi grande, e eu que pensei que um protesto à porta do hospital já fosse algo desrespeitoso, não esperava o que estava por vir; imagine só que todo esse ódio político que vivemos hoje no país levaram várias pessoas a se aproveitar da morte de uma pessoa para reforçar sua ideologia ou para criticar um outra. Veja só dois exemplos:

De um lado havia pessoas comemorando a morte de Dona Marisa por ela ser petista, esposa de Lula, comunista, etc. De outro lado apareceram os que culpam o juiz que estava investigando crimes da família Lula da Silva.

Sinto que as pessoas perderam totalmente a empatia pelo próximo, estão cegos por pensamentos extremos, nossa sociedade está verdadeiramente doente, claro que é uma parcela desumanizada, mas, infelizmente, ela tem reverberação nas mídias.

Este é só um dos casos que vêm ocorrendo no nosso país nos últimos anos. As pessoas estão usando tragédias para ganhar a mídia e reforçar seus ideais políticos, sociais, religiosos, dizem que fazem pelo bem de todos, mas nisso perdem sua humanidade.

O que trago com esse texto é a reflexão: Onde foi que nos perdemos?

Separei um curta metragem, Neighbours, do cinegrafista Norman McLaren, tem oito minutos de puros tapas na cara. O canadense produziu uma história de dois cordiais vizinhos que, diante do nascimento de uma flor, fazem da sua convivência uma batalha até a morte.

 

 

A conclusão a que chego é que os conflitos que temos passado são mais causados pela agressividade que alimentamos e pela nossa dificuldade de sentir compaixão do que pelos desacordos em si.

É importante que olhemos para nós mesmos, todos os dias, com o carinho de quem olha para um filho. Só assim conseguimos trabalhar nossas dificuldades e exercitar um olhar mais carinhoso com os nossos vizinhos.

 

Victor Ribeiro