Surtô


Crise dos 20

Hello Pipol, tudo bem com vocês?

Alguns processos se repetem na vida da maioria das pessoas. A crise dos 20 é um deles e a gente ainda não está pronto pra lidar com este furacão de informações.

Uma constante sensação de falta, a cobrança por ainda não ter “chegado lá”, a comparação com realidades completamente diferentes das que conhecemos, as redes sociais nos afirmando que não somos bons o suficiente.

É quase como um sufoco, um nó na garganta que por vezes tira a esperança de dias melhores e nos faz esquecer que amanhã é um novo dia com um novo começo.

Pode parecer meio cruel, mas gente se sente bem quando percebe que não somos os únicos a passar por isto. As crises fazem parte da vida da maioria de nós, e como sociedade cíclica acostumamos a ver estes padrões se repetindo.

Aos 30 teremos novas questões, aos 40 variadas frustrações e até a meia idade guarda suas inseguranças. De forma geral  é uma utopia acreditar que essa angústia passa com o tempo. Ela se resolve de acordo com o que decidimos fazer dela. E então abrimos novos espaços para que novas crises se apresentem.

Os questionamentos construíram a sociedade. Vamos permitir que ajudem a construir nosso caráter.

Beeeijos e até a próxima! 😉


A importância de ensinar crianças a valorizar a estética negra 2 comentários

Hello Pipol, tudo bem com vocês?

Sempre ouvi dizer que não era saudável para o desenvolvimento das crianças crescer cercadas de elogios. Com as crianças negras é diferente.

Desde pequenos ouvimos que o nosso cabelo é feio, que nossa pele não é aceitável, que somos fedorentos, desleixados, nada agradáveis aos olhos. Tudo isto é dito em sutilezas entre brincadeiras; com o tempo a gente acredita que seja verdade.

Na adolescência somos os últimos escolhidos para um relacionamento sério, os primeiros a ficar sozinhos. Só seremos beijados se for em segredo.

Assim a vida segue e somos o tempo todo convencidos que a nossa estética definitivamente não é bonita. Como não acreditar em algo que nos é dito desde a infância? 

Uma boa auto estima é construída desde pequenos. Crianças confiantes em sua imagem e inteligência se tornam adultos que se importam menos com a aprovação alheia. Crianças negras precisam ter em quem se espelhar, precisam ter em quem se reconhecer para então aceitar a identidade que lhes pertence.

Negar nossa estética só trás prejuízo a auto estima e a sociedade. Ainda precisamos de pessoas firmes que mostrem que a negritude não é algo pejorativo, negativo e feio. Temos váaaarias qualidades e a beleza estética também é uma delas,

Se nós adultos absorvemos as apalavras que nos são ditas repetidamente, imagine as crianças?

Créditos: Imagens retiradas do tumblr.

Beeeijos e até a próxima! 😉

 

 

 

 

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7 lições que aprendi em 7 temporadas de Gilmore Girls 5 comentários

Hello Pipol, tudo bem com vocês?

Sempre ouvi falar muito bem do seriado Gilmore Girls. Quando a Netflix liberou a season finale ano passado, fiquei doida para maratonar tudo. Minha lembrança desta série é bem remota, já que ela foi exibida no SBT nos anos 2000 com o nome de “Tal Mãe, Tal Filha”.

Sinopse

O enredo da série é de se apaixonar! Lorelai Gilmore está em sua melhor forma e viciada por cafeína. Sua família vem da alta sociedade na cidade de Hartford. O que eles não esperavam é que Lorelai engravidasse aos 16 anos e fugisse para Stars Hallow na intenção de criar sua filha Rory – Lorelai Gilmore III para os menos íntimos – sozinha.

O acontecimento foi um choque para família já que ela não se casa com o pai da criança, não vai para faculdade e tem uma vida fora dos padrões desejados por Emily e Richard – pais de Lorelai.

A série começa quando Rory tem 16 anos – a idade que a mãe engravidou – e Lorelai tem 32. A relação das duas é baseada na amizade, amor e respeito; beeem diferente de Lorelai e sua família. A oportunidade de mudar esta situação aparece quando Rory vai para Chilton – uma escola particular –  e Lorelai se vê obrigada a pedir um empréstimo para os pais. A condição para o empréstimo? Jantares todas as sextas, reunidos como só uma família poderia ser.

“Rory. Bom… Lorelai tecnicamente.”

Meu diário Gilmore

“Ela estava deitada no hospital pensando como os homens nomeiam seus sucessores o tempo todo, então porque uma mulher não poderia?”

Como toda boa série, a gente se apega, morre de amor e aprende um tanto. Com nossas meninas não poderia ser diferente.

Lição 1: Ter a mãe como melhor amiga é a melhor coisa no mundo!

O que mais me chamou a atenção na série é como Lorelai tenta construir com sua filha o tipo de relação que nunca teve com seus pais, e ela consegue! Me identifiquei demais porque tenho essa relação maravilhosa com minha mãe.

Foram vários momentos que me peguei pensando ao longo da série “Meu Deus, como somos Gilmore!” e este pensamento alimentou mais ainda e me fez enxergar o quanto essa relação com a minha mãe é importante pra mim. Minha princesa tinha 19 quando engravidou de mim, então não estamos tão longe da realidade Gilmore, né? 😉

Lição 2: Existe um jeitinho Gilmore que consegue de tudo um pouco.

Rory me inspirou por gostar muito de leitura, assim como eu. E cara, ela dava conta de tudo! Chilton, Yale, do namoro, os momentos com a mãe… Sempre que penso na quantidade de livros tenho pra ler, séries pra atualizar, jobs pra entregar. Eu paro e penso: Se a Rory deu conta, eu também dou!

Já Lorelai, assim como Emily tem uma incrível agilidade e poder de argumentação. Quantas vezes vimos as pessoas cedendo às vontades delas por não saberem dizer não a tanto falatório argumentativo? Elas conseguem tudo o que querem. e a gente quer aprender como faz essa magia Gilmore acontecer. 

Não posso desperdiçar mais nenhum tempo e energia com arttifícios e besteiras.

 

Lição 3: Até as pessoas mais fortes precisam de apoio.

É uma grande ilusão acreditar que quem tem muito pra dar, nunca precise receber. Lorelai pôde contar com várias pessoas ao longo da sua vida e elas a sustentaram nos vários momentos de dificuldade.

Às vezes a gente deixa de dar uma palavra amiga a alguém por pensar que essa pessoa é forte o suficiente e que sabe se virar sozinha, provavelmente isto é verdade. Mas a gente só se fortalece através do apoio das pessoas que nos amam. 

Lição 4: O boy lixo pode acontecer pra todas nós!

A gente se apaixona e aí pronto! Não há uma viva alma que nos aconselhe, que consiga convencer que não vale a pena insistir nesse romance fadado ao fracasso. O fato é que relacionamentos só vão adiante – principamente se o casal for muito diferente um do outro – se os dois forem bastante honestos.

Há teorias controversas sobre os namorados de Rory, mas pra mim o mais danoso foi o Jess – apesar do Logan não ser tão santo assim. Pelo menos o Logan entrou na relação de cabeça, coisa que o Jess não fez!

Mas vamos combinar, cada pessoa tem seu tempo de maturidade e algo que é ruim agora pode nos ensinar bastante e nos fazer crescer.

Lição 5: Nem sempre temos certeza do futuro.

Se a Rory – que era um exemplo de menina – teve dúvidas quanto suas escolhas, que dirá nós meros mortais!

Às vezes nossas maiores certezas se tornam pesadelos e então precisamos de tempo para respirar e recalcular os objetivos. Os sonhos podem, e vão, se transformar ao longo do caminho e cabe a nós ter maturidade pra saber qual rumo tomar.

Lição 6: Podemos – e devemos – dar o primeiro passo para reconciliação.

Que Emily e Lorelai nunca tiveram uma boa relação, disso todos nós sabemos, mas em alguns momentos vimos as duas se apoiando e dando um passo – ainda que pequeno – para a reconciliação.

Lorelai precisou entender o ponto de vista da sua mãe para então recolher sua postura passiva-agressiva.

Existem momentos na vida que as coisas só vão melhorar se a gente mudar de postura. Esperar compreensão dos outros sem se permitir compreender é um erro rude!

Lição 7: Valorize suas amizades!

Foi lindo ver a Rory acompanhando a Lane e tendo seu apoio até o fim das 7 temporadas. Ainda que a vida as levasse para caminhos diferentes, elas não abandonaram a amizade.

A forma que elas se descobriram e compartilharam esses momentos foi lindo e é aquele tipo de amizade que as duas poderiam ficar meses sem se ver, que os reencontros eram intensos e cheios de verdade.

Foi triste chegar ao fim da sétima temporada sem saber o que aconteceu com Rory e todo o lance da Lorelai com o Luke. Por isto a Netflix nos presenteou com o especial “Um Ano Pra Recordar“. Ouvi muitas críticas ao especial, mas confesso que fiquei super curiosa e ele não vai passar batido. É a próxima etapa para despedir das meninas Gilmore.

E pra tentar amenizar meu sofrimento tem a dica bônus que vai comigo para o resto da vida.

Lição Bônus: Uma boa xícara de café tem seu lugar!

Nunca fui o tipo de pessoa viciada em café – na verdade fui daquelas crianças leite com toddy – já que minha gastrite não me permite tanta cafeína. Mas todas as vezes que eu via Lorelai e Rory falando de café eu sentia vontade de apreciar um pouquinho.

Depois de algumas tentativas passei a admirar os momentos com café, e confesso que me sinto parte da família quando encho minha xícara. Sempre que sinto aquele cheirinho tenho a certeza que aprendi e cresci muito com nossas Gilmore Girls.

Você sabe, algumas pessoas costumam dizer que café no meio da noite pode tirar seu sono.

Mas como diria Lorelai a Rory: “As pessoas são burras.”

Beeeijos e até a próxima! 😉

 

 

 

 

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Precisamos falar sobre término de relacionamento. 4 comentários

Hello Pipol, tudo bem com vocês?

Chegou a hora. O momento em que a gente revela as verdades e desnuda a alma. Término de relacionamento é algo que mexe tanto com a gente que não dá pra fugir. O tema vem a tona, a vergonha fala alto, mas os acontecimentos são honestos demais para não serem discutidos.

Há duas semanas terminei um relacionamento de 4 anos. Entre tantas tentativas e até mesmo idas e vindas, a racionalidade venceu! Foi bom enquanto durou, mas caminhamos por caminhos diferentes agora. 

A primeira coisa que veio a minha mente quando entrei no Uber com todas as minhas tralhas, foi a coragem. Por que a gente se esconde tanto atrás do medo? Por que continuamos acreditando que o amor vai vencer, mesmo quando os vestígios nos provam que é necessário um novo caminho? Que medo é esse de ficar sozinho que nos faz engolir tanto desamor?

Às vezes ficar sozinho é a melhor solução pra uma alma machucada em um relacionamento desgovernado que se perdeu no caminho. Não existem verdades absolutas, não existem regras para o sucesso; mas o amor próprio é o parâmetro da saúde mental. Nada que fuja disso tem possibilidade de dar certo. Amar demais, se entregar demais, querer salvar o outro de algo que nem ele mesmo quer, não é saudável. Não olhar para si no meio de tanta turbulência, é pedir pra que as coisas te magoem mais ainda.

Em uma sociedade onde falamos sobre ter mais empatia, mais amor ao próximo, soa egoísta falar de amor próprio. Mas as relações interpessoais começam a desandar quando uma das partes está em desequilíbrio.

Término de relacionamento não é o fim da vida. É um momento doloroso onde ambas as partes podem olhar a si mesmos como indivíduos e não apenas um “bolôlô” de sentimentos em uma relação. É encarar a solidão, se olhar no espelho e se perguntar “e eu, como fico?“. É dar valor ao que será de você de agora em diante.

Alguns clichês são muito utilizados nestes momentos: “tudo passa“, “vai ficar tudo bem“, “o tempo é senhor de todas as coisas“. E quer saber? Todos eles estão certos! O clichê é clichê por apenas um motivo, eles são verdades vividas por todas as pessoas. É sabedoria popular. É a cura da natureza para dores que achamos impossíveis serem curadas, para os sofrimentos que só nós sabemos.

Realmente, cada pessoa reage de forma diferente a mesma situação, mas não se esqueça nunca que somos todos humanos seguindo em uma caminhada. Existem coisas que vão acontecer pra todo mundo mais hora, menos hora. O término de relacionamento é uma delas.

Durante estas duas semanas, ouvi relatos de mulheres que finalizaram suas relações em busca de felicidade. A palavra que mais escutei até aqui foi “CORAGEM”. Aquela que nos falta quando estamos em infelizes. O famoso medo de mexer em time que está ganhando.

O patriarcado ganha muito em cima do nosso medo. É assim que conseguem mulheres caladas, se sujeitando a relações abusivas, desrespeitosas, sem um pingo de amor e empatia. Foi sob o medo que minha avó viveu anos ao lado do meu avó que guardava uma faca embaixo do travesseiro. Uma mulher corajosa liberta toda uma geração! Ela serve de exemplo à suas semelhantes e mostra que não precisamos nos sujeitar a tamanha falta de amor.

O mundo é gigante, o amor está em toda parte. Eu continuo acreditando no poder das minhas ações e que minha força pode alimentar milhares, assim como a força de várias mulheres me sustentaram ao longo da semana. Sigo acreditando que o amor chegará até mim de uma forma ou de outra e que cada um tem o que merece. O que é nosso tá guardado, e enquanto não chega, vamos dominar o mundo com nossa CORAGEM!

Beeeijos e até a próxima! 😉

 

 

 

 

 

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Como encontrei a paz interior

Hello Pipol, tudo bem com vocês?

Durante muito tempo busquei a tão sonhada paz interior. Depois de alguns anos finalmente entendi que nada faz sentido se eu não estiver bem por dentro. O desafio é que a jornada que enfrento todos os dias para alcançá-la.

Para alguém que sempre precisou de aprovação pra sentir paz interior, era um conceito quase incessível pensar em fazer as coisas sem olhar pra trás. Sempre fui muito comedida com as minhas atitudes porque minha mãe me ensinou a pensar um milhão de vezes antes de fazer qualquer coisa. O medo de que algo saísse do controle foi algo constante na minha adolescência e ainda é. 

O fato é que não dá pra viver pensando qual será o próximo buraco que nos fará tropeçar, e é simples entender porque: nem sempre temos controle das coisas. É tudo muito imprevisível. Podemos nem estar aqui amanhã. A vida, assim como o amor, é um jogo de azar. Em um momento tudo está bem e no outro as coisas vão por água abaixo.

Como encontrei a paz interior

Por isso, precisamos estar bem conosco. Esta é a razão pela qual a paz interior é importante. Diante dos desastres inesperados da vida precisamos ter força para prosseguir. A atitude de consultar os sentimentos, de entender as vontades, reconhecer as limitações, considerar as possibilidades, nos faz mais seguros para tomar decisões, mudar atitudes nocivas e assim transformar nossas vidas. 

Quando depositamos nossa felicidade e bem estar nas mãos de outra pessoa, estamos a mercê das vontades dela. Ao mesmo tempo que esta pessoa deseja que você seja feliz, ele está mais interessada na própria felicidade.

Gente que se ama tem luz própria; amor pra dar. Gente que está em paz atraí mais gente decidida. E então o ciclo de amizades e referências será repleto de inspiração e força. E vamos combinar que todos nós precisamos disto, né?

Como encontrei a paz interior

Foi vivendo um dia de cada vez e me permitindo errar que aprendi quem eu sou. Foi tentando errar menos que me motivei todos os dias a me fazer melhor pra mim e para os outros. É ouvindo minha intuição e respeitando meus instintos que entendo quando algo me incomoda e busco ao máximo ser honesta para reconhecer quando algo não me faz bem.

Por fim, tenho perdido aos poucos o medo de desagradar os outros. Minha maior preocupação agora é agradar a mim mesma e ser cada vez melhor para as pessoas ao meu redor.

Mágico é ter a alegria de ser quem é. É saber que mesmo com todos os defeitos e problemas ser você é a melhor parte. Tomar as próprias decisões, ter autonomia sobre o próprio corpo, amar a si mesmo, é a maior libertação que um ser pode vivenciar para alcançar a tal paz interior.

Beeeijos e até a próxima! 😉

 

 

 

 

 

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Sobre as orações que eu deveria fazer antes de sair de casa 4 comentários

Hello Pipol, tudo bem com vocês?

Confesso que tenho me sentido agitada. Uma inquietação que me consome da cabeça aos pés como se o mundo fosse acabar amanhã. Eu paro, respiro fundo, tento me acalmar, mas as minhas mãos tremem. Faço orações, mas ninguém parece ouvir.

Eu escolhi me fechar. Me culpo por falar demais e contar minha vida a todo mundo. Ser expansiva nem sempre é um presente. É uma tortura tentar me calar diante dos acontecimentos da vida. Mas eu tento manter minha mente positiva.

Parece que alguém lá em cima está em greve de silêncio onde a regra é só observar pra ver até onde consigo ir sozinha. É o hoje que nos prepara para o tão sonhado amanhã, portanto, preciso mesmo aprender a me virar sozinha. Temos que estar firmes quando nosso sonho megalomaníaco é dominar o mundo.

Talvez seja essa visão de uma geração millenium que nunca conquistou o que achou que merecia, talvez seja falta de resiliência mesmo e um pouco de falta de preparo para encarar o mundo real.

Alguém me diz pra orar antes de sair de casa, talvez essa seja a resposta para o meu desespero mais profundo. As orações acalmam a alma, nos fortalece, nos ensina a resistir e nos prepara.

Oração após oração me sinto mais perdida, desgastada, falando sozinha. E então desato a falar de mim para pessoas que não se importam, enquanto as que me apoiariam são privadas de tanta tristeza que venho alimentando. Grito para o nada, me calo para o tudo. E a alma sufoca.

Passei da fase de conversar com meus amigos e encontrar poesia em cada canto. Talvez eu esteja deprimindo, talvez não veja mais a alegria de viver, talvez eu esteja absorvendo energia do lugar aonde estou, talvez seja só um dia ruim. Me pergunto: Por quanto tempo um pessoa resiste lutando sozinha? Talvez não muito tempo.

Estou fraca, o tempo está esgotando e eu já tentei todos os antídotos mágicos, nenhum deles funcionam pra mim. Respiro fundo. Tento de novo. Me sinto só.

Ás vezes penso em morte, na maioria das vezes penso em vida, e na vida que eu gostaria de conquistar mas não encontro forças. Preciso de ajuda.

Meu corpo arrepia de baixo a cima e sinto aquela presença. Aquela que me guarda, me ajuda, me ensina, me direciona… Não estou só. Alguém me observa. Talvez seja o mesmo que escuta minhas orações e as guarda.

Quando a tristeza passa vejo que era mais um dia ruim. Um dia daqueles! Talvez eu só tenha que pensar mais um pouco sobre as orações que eu deveria fazer antes de sair de casa.

Beeeijos e até a próxima! 😉

 

 

 

 

 

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A vontade de viver uma vida em poucos dias

Hello Pipol, tudo bem com vocês?

Sempre tive o sonho de nunca ter dias iguais. A ansiedade por viver uma vida cheia de experiências me fez encarar situações nada agradáveis. Mas a gente sobrevive a cada uma delas e no fim tem histórias malucas pra contar.

Existem tantas problemáticas dentro disso que minha cabeça começa a girar. Me pergunto: “O que me impede de viver o que sempre sonhei?” E quando a resposta envolve dinheiro, me vejo mais frustrada ainda. Não é possível que as oportunidades girem em torno de TER algo! Mas sim, isso é real.

Talvez esta vida de instagram tenha me feito mal. Vejo as pessoas tendo oportunidades inusitadas e maravilhosas. E porque estas oportunidades não chegam pra mim? O que eu estou fazendo de errado? E cada dia que passa desperta ainda mais o desejo de viver algo parecido.

Anseio por realizar todos os sonhos engavetados: as comidas cheias de novidades e gostos exóticos. O passeio de camelo, helicóptero, de barco ou jangada.

A vontade de viver uma vida em poucos dias

Você é moldado por ver a forma que as outras pessoas enxergam você.

Meu sonho é o vento no rosto, a mochila nas costas e o peito cheio de alegria por poder sair de mim e rezar com os monges budistas. A experiência de pegar um metrô e rodar a Europa inteira sabendo que nela contém os segredos mais profundos de todas as pessoas que passaram por ali. É desbravar o continente africano me ligando aos meus ancestrais e aprendendo sobre tudo o que vem antes de mim e ainda sim corre em meu sangue. 

Tenho vontade de registrar tudo isso em uma câmera fotográfica e revelar depois preenchendo a parede com as memórias que em mim serão eternas. A ausência disto resulta em apenas uma coisa: hoje vivo várias vidas em um curto dia quando um trabalho ou outro me permite.

No paraíso do lado de cá…

Decidi viver tudo o que eu poderia, sem medo do amanhã. Sem planejamento mesmo, pra que eu sentisse pelo menos o gosto de tem vida fluída. Confesso que me cansei de ter que me preparar para cada passo que darei, ponderando as consequências.

Agora, os fins de semanas são inteiramente meus, ocupado de shows que antes não ia por medo da ressaca no dia seguinte. Com os passeios no parque, museus… Entre reuniões, cafés e chop’s descobri que quero ter a mesma disposição dos trabalhos nos momentos de lazer. Sem medo de me magoar, me endividar ou arrepender.

A juventude acontece apenas uma vez e envelhecer com saúde cabe aquele que tem o coração cheio de alegria. Decidi que todo dia é dia e eu serei saudável e de bem com a vida em qualquer idade ou circunstância, porque minha vida em poucos dias estão na vontade de viver algo novo com intensidade e não em quanto dinheiro guardo na carteira.

Créditos: Imagens retiradas do tumblr.

Beeeijos e até a próxima! 😉

Nattany Martins assinatura

 

 

 

 

 

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Quando as pessoas machucam com palavras 2 comentários

Hello Pipol, tudo bem com vocês?

Quem me acompanha nas redes sociais sabe que eu fui pro carnaval vestida de Beyoncé. Escutei vários elogios, mas também críticas disfarçadas em brincadeiras. Às vezes as pessoas machucam com palavras e nem percebem.

Uma das críticas que ouvi veio através de um comentário de alguém que nem me conhece tanto assim. Temos contato superficial no dia a dia e não nos vemos todos os dias. Quando ela me adicionou no facebook, aceitei por educação, sabe? Fiquei com vergonha de excluir a solicitação – mesmo tendo feito uma limpeza recentemente – já que minha intenção não é criar climão com ninguém.

Não precisei de duas semanas pra que essa pessoa me dissesse: “Você é louca? Foi pelada pro carnaval?” Mesmo explicando que estava “protegida”  pela meia calça da cor da pele, a resposta que ouvi é que quando eu fosse estuprada aí sim aprenderia minha lição, tudo isso naquele tom de brincadeira sem graça de quem quer dizer a verdade.

Agora me explica: isso é coisa de dizer pra alguém?

Eu entendo que nem todas as pessoas gostam de carnaval, concordam com o comprimento das fantasias, ou até mesmo entendem as referências. Mas daí a dizer que você só aprenderá a “lição” quando for estuprada, é muita crueldade, né? 

Lição de quê? Que eu não posso vestir as roupas que quero porque as pessoas não gostam? Que o machismo vai continuar vestindo e despindo mulheres quando for conveniente? Na hora eu fiquei sem resposta e engoli seco qualquer argumento que eu naturalmente falaria, porque eu sei que naquele contexto não faria menor diferença.

A pessoa que disse isso não estava aberta pra me ouvir e qualquer comentário que rendesse assunto viraria tumulto desnecessário; algo que evitei principalmente por estar em local de trabalho.

Me pergunto se essa pessoa tem noção da gravidade do que disse e se pensou em algum momento que esse comentário poderia magoar alguém. Eu creio que não! Raramente pensamos em como as pessoas se sentirão diante das nossas palavras maldosas camufladas de “inocentes brincadeiras”.

Quando a gente passa a se colocar no lugar do outro, temos uma compreensão maior de quem somos e de como as pessoas se sentem. Não precisamos esperar acontecer conosco pra saber como é, basta olhar ao redor. E esse é um exercício que nos tira do lugar de conforto, incomoda, sacode nosso universo. 

Perceber que a gente também magoa, nunca será fácil. Mas é um caminho necessário a ser percorrido pra que evitemos esse tipo de situação. O conhecimento continuará sendo a chave que abre as portas da mudança interior.

Podemos e devemos ser pessoas melhores, por nós e pelos outros.

Beeeijos e até a próxima! 😉

 

 

 

 

 

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Me ensinaram a depender da aprovação masculina 2 comentários

Não sei quando me ensinaram isso, ou quando essa informação se fixou na minha mente como algo de extrema importância. Mas, eu aprendi a depender da aprovação masculina. Talvez tenha sido a revista destinada a adolescentes, ou antes mesmo, no mundo encantado com as princesas e suas mortes perfeitas enquanto o único sentido de suas vidas era aguardar “o cara” certo chegar para trazer consigo um pouco de sentido a vida daquela donzela disposta a servir.

Eu aprendi que a opinião de um cara a meu respeito valia mais do que eu pensava sobre mim mesma. Ainda não lembro bem o que me convenceu disto, talvez fosse o coral de vozes dizendo repetidamente “você precisa disto”.

Quebrei-me incontáveis vezes diante do processo de me desafiar. Logo que um rapaz me aprovava, o próximo da lista seria o alvo. Um jogo. Um vício. Agradar a alguém que não a si. Se transformar em todas as versões possíveis de si mesma – algo que seria maravilhoso se fosse feito por mim e para mim. Eu tentei agradar de todas as formas desejando ouvir no fim, que eu não era como as outras. Eu era a garota certa! YOU’RE THE ONE!

Me ensinaram a depender da aprovação masculina

Esse auto martírio começou quando eu era nova, muito nova. Se aos 22 anos entendi que passei muito tempo me enganando, imagine… Foram-se anos: onde eu poderia ter dançado sem música mesmo, e ter montado a banda que eu queria. Poderia ter sonhado ainda mais com aquele intercâmbio, dedicado em aprender a tocar guitarra para estremecer os ouvidos dos incomodados…  Eu poderia. E ainda posso. Agradeço a vida por ter me mostrado cedo os livramentos desse fardo pesado.

O tempo passou…

O carinha da banda engravidou uma moça e não assumiu. O bonitão, não conseguia enxergar nada além de si mesmo. Quem te disse que ele enxergaria você? O gringo gente boa, deu no pé quando ouviu o primeiro não.

Mas nesta lista também segue os que se aproveitaram desta doutrina de aprovação e me aprisionaram. Graças a Deus, não por muito tempo. Eu tomei o melhor caminho, certamente guiada pelo anjo da guarda e o conhecimento protetor que viria anos adiante.

Tantos anos sem pesar nenhum dano, para neste lugar entender que nada é por acaso e pra dizer a vocês que nunca é tarde para ser dona de si mesmo.

Créditos: Imagens retiradas do tumblr.

Beeeijos e até a próxima! 😉

 

 

 

 

 

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3 sonhos ainda não realizados 2 comentários

Hello Pipol, tudo bem com vocês?

Inspirada no post da Sophia Abrahão  resolvi contar pra vocês meus 3 sonhos ainda não realizados como se fosse uma TAG, sabe? A postagem dela me fez repensar as prioridades e rever as coisas que eu gostaria muito de fazer e ainda não tive oportunidade.

Sabemos que os sonhos movem a gente. Eles fazem nosso mundo ter cor e objetividade. Quando sonhamos nos sentimos vivos e úteis, com uma missão a cumprir no mundo. Esses sonhos podem ser de curto, médio, ou longo prazo. Tudo depende da sua organização e o tamanho do seu sonho.

Ter minha casa

Confesso que sempre fui uma pessoa espaçosa, e isso acontece porque gosto de cada coisa em seu lugar. Otimizar espaço socando tudo em um cantinho nunca foi meu forte. Fico sonhando com o dia em que terei minha casa e poderei colocar a decoração a meu gosto. Sonho com a cor das paredes e os quadros compondo o ambiente, com o chão limpinho e os tapetes… Ainda que simples, vai ser tudo limpinho porque a tia da faxina chegou. Aêeee! – aplausos –

Sei que as coisas são feitas aos poucos, mas não custa nada sonhar, né?

3 sonhos que ainda não realizei

Pensar mais antes de falar

Um defeito que preciso melhorar urgentemente. Acabo falando coisas que não queria para pessoas que não merecem. Isso quando num compartilho coisas íntimas para pessoas que não conhecem minha história! Constantemente tenho a sensação de arrependimento depois de confidenciar algo a alguém. E me sinto mais pressionada porque as pessoas costumam dizer que quando compartilhamos os sonhos, eles não realizam.

Tento me livrar desse peso que as pessoas colocam no tal “recalque”. Repito pra mim mesma todos os dias: “As pessoas só me afetarão com suas más energias se eu permitir.”

3 sonhos que ainda não realizei

Carimbar meu passaporte

Tá aí a ostentação que você respeita! Sempre sonhei em viajar bastante e um passaporte carimbado é o topo da lista de sonhos.

Cada viagem que fiz confirmou essa vontade. As lições que trazemos na bagagem muitas vezes vale mais que as coisas que compramos. Os amigos que fazemos, os lugares que conhecemos, o mundo que enxergamos quando voltamos pra casa… Percebemos finalmente que o mundo é muito mais do que vemos. Nosso mundinho não é nada diante da grandeza da humanidade.

Ainda temos muito o que aprender…

3 sonhos que ainda não realizei

Espero que vocês reflitam sobre seus sonhos e corram atrás do que for possível para realizá-los. Às vezes precisamos de paciência e muita dedicação, enquanto outros sonhos pequenos fazem nosso dia a dia valer mais a pena. De qualquer forma, alimente seu lado sonhador.

Créditos: Imagens retiradas do tumblr.

Beeeijos e até a próxima! 😉

 

 

 

 

 

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