Moda e beleza


Linha da Soft Hair e volume para cachos tipo 3

Hello Pipol, tudo bem com vocês?

Muitas resenhas já passaram por este blog e eu sempre comento como sou louca com volume. Quando recebi a linha Cachos Tipo 3 da Soft Hair, meus olhos brilharam! Fazia muito tempo que eu queria testar e eu não deixaria passar a oportunidade de contar a vocês o que achei.

A Soft Hair desenvolveu uma linha especial para cada tipo de cacho e a primeira promessa é o volume. Me chamou a atenção o fato das embalagens serem “magrinhas” e coloridas. Cada linha tem sua cor especial e uma bonequinha que a representa.

Na linha Cachos Tipo 3, são contempladas o 3A, 3B, 3C e também quem está passando pela transição.

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Maquiagem Negra Rosa (porque representatividade importa!) 2 comentários

Hello Pipol, tudo bem com vocês?

Já falamos por aqui inúmeras vezes o valor da representatividade pra sociedade e como é importante se reconhecer em todos os lugares. Por isso falaremos hoje da linha de maquiagem Negra Rosa.

Não conhecia o blog da Rosa até o momento do lançamento da linha. Se não me engano, ela foi a primeira blogueira negra brasileira a ter sua linha de maquiagem.

 

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Dailus, manda nudes!

Hello Pipol, tudo bem com vocês?

O primeiro vestígio de nude que me lembro, foi o rosa pastel que fez a cabeça da mulherada. Então as tendências dos anos 90′ voltaram com tudo e as irmãs Kadarshian colocaram os batons marrons para jogo, mostrando ao mundo que o neutro pode ser muito mais poderoso do que pensávamos.
Desde então estamos todas em busca do nude perfeito. Pensando nisto a Dailus lançou uma coleção incrível que trás o neutro de cada pele. São 10 cores desenvolvidas em uma linha completíssima de esmaltes, 8 batons líquidos efeito matte, 8 batons regulares em acabamento verniz e 2 quartetos de sombra.

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Dica incrível pra quem gosta de sapatos exclusivos!

Hello Pipol. tudo bem com vocês?

Nunca fui o tipo de pessoa que gostasse de seguir os “trends” da moda se isso significasse ter o que todo mundo tem. Desde pequena aprendi a customizar, cortar, remendar, amarrar e mudar o que não me agradasse em uma peça.

Me encontrei ao longo da adolescência nos brechós e bazares da vida, desde então as aventuras ficaram mais ousadas. Pintei alguns tênis e foram sucesso pela proposta diferente do que encontramos por aí. Quem não quer ter uma peça exclusiva?

Mezzaluna di Tricia - Sapatos personalizados - salto de fivela

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Porque eu compro em brechó (e os achadinhos que respeitamos) 2 comentários

Hello Pipol, tudo bem com vocês?

Indico a qualquer pessoa que tenha a mente aberta para a moda sustentável: tente um bom brechó! É incrível o tipo de coisa que conseguimos encontrar no meio de algumas bagunças. Nunca se sabe o que esperar de uma pilha de roupas misturadas, e acho que esse é apenas um dos motivos interessantes.

Peças exclusivas, originais, vintage por um precinho cheio de amor. Dá pra acompanhar as tendências e inovar também. Tem pra todos os gostos!

Já que coisa boa a gente compartilha, não poderia deixar de mostrar a vocês alguns achadinhos recentes.

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Recebidos da Professional Fair 2017

Hello Pipol, tudo bem com vocês?

Desta vez optei por fazer nosso recebidos de uma forma diferente, já que geralmente gravo vídeos. Como ainda tenho alguns vídeos pra liberar na frente e não queria – nem poderia – deixar este momento passar, decidi escrever pra vocês o que recebi.

Pra quem não conhece a Professional Fair, é uma feira da beleza que acontece anualmente no Expominas em Belo Horizonte e tem como intuito apresentar as novidades no mundo da beleza. Vários expositores participam mostrando seus produtos, os lançamentos, as linhas especializadas para profissionais da beleza, e ainda receber blogueiras que falam sobre o assunto.

Todo mundo sai ganhando por que podemos testar as novidades e contar pra vocês o que tem de mais interessante. Então vamos aos recebidos?

Minas Flor

Professional Fair 2017: Minas Flor

Esta linha é bem interessante, a proposta do shampoo é ser também um demaquilante e o condicionador hidratante. Assim você resolve tudo no banho e economiza tempo de vida. Legal né? Podem aguarda a resenha com certeza!

Carpi

Professional Fair 2017: Carpi

Ativador de cachos nunca é demais! E o que dizer dos pentes de dentes largos que a gente mal vê e já ama? A proposta é deixar os cachos leves e com movimento. Preciso nem dizer que vou resenhar, né? hahahaha’

Dailus

Professional Fair 2017: Dailus

No presskit vieram além dos informativos da nova coleção, um batom líquido e um esmalte. Anos atrás recebi um batom da Dailus e foi o meu primeiro batom líquido, logo sou bem suspeitinha pra falar, né?

Já usei o esmalte esta semana e posso adiantar que fiquei chocada com a cobertura maravilhosa. Dá aquele efeito bonito de unha de gel, sabe? Minha unha que sempre dá bolinha nos esmaltes e desta vez está intacta. Sério! CHO-CA-DA! Quanto ao batom, contarei tudo no blog em uma resenha completíssima!

Koloss

Professional Fair 2017: Koloss

Da Koloss eu só tenho boas referências mesmo, sempre ouvi falar muito bem mas nunca usei nada da marca. Desta vez a gente vai quebrar este ciclo com as coisinhas lindinhas que recebi na Professional Fair. Oh gente, se vocês soubessem a emoção que é receber maquiagem e esmalte… hahahaha’ No presskit veio os informativos sobre outras linhas e também dois esmaltes, um lavanda e outro rosa holográfico, sombra iluminadora rosa (babado!) e o lápis marrom para olho (o que eu mais uso na vida, acertaro mizarávi, hahaha’).

Estou doida pra usar cada coisinha e contar pra vocês o que achei. A experiência da feira de beleza é muito interessante, conheci pessoas incríveis, marcas que sempre ouvi falar e nunca tinha visto os produtos de perto. Tive a oportunidade de reencontrar pessoas que admiro muito. Cada ano que passa está melhor e é perceptível as ações dos organizadores para que tudo saia incrível.

Se você ainda não foi, recomendo demais!

Aguardem as resenhas, ok? A gente tarda mas nunca falha! 😀

Beeeijos e até a próxima! 😉

 

 

 

 

 

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Batalha de looks com peças de brechó 2 comentários

Hello Pipol, tudo bem com vocês?

No final de 2016 eu contei pra vocês sobre o brechó “Só Não Vendo A Mãe“, o primeiro que comprei na vida (ainda tenho a primeira peça que adquiri). E desta vez fui convidada pela Gracy – a dona da loja – para conhecer o novo espaço, que está maior, mais estiloso e super carismático! A parte masculina ganhou um novo destaque e eu juro que as meninas também vão morrer de amor pelas camisas masculinas. NO GENDER RULES!

O brechó ganhou além de um novo endereço, um novo conceito. Mais consciente, a moda sustentável agora é foco. A oportunidade de trazer um novo significado a uma peça em um universo onde a moda se faz cada vez mais rápida, é uma conquista! As sacolas são de papel, os flyers de folha reciclada e cada peça é tratada de forma muito especial, algumas chegam a ser customizadas.

Há um espaço destinado a designers locais e pessoas da comunidade que desejam vender suas criações e desapegos já que o Só Não Vendo A Mãe também trabalha com consignação. A estética negra que muito é valorizada pela Gracy, se faz presente nas bijuterias e acessórios vendidos. É de babar!

A batalha de looks

Escolhi 7 looks completos e fotografei cada um deles. O objetivo é fazer uma batalha de looks e mostrar a vocês um pouco mais sobre o estilo de roupas que o brechó Só Não Vendo A Mãe tem disponível. Assim como os modelos os preços são variáveis. É tudo uma questão de observar e garimpar com amor.

Confira no vídeo o resultado desta batalha!

A gente encontra de tudo um pouco, marcas consagradas no mundo da moda até peças sem etiquetas. Cada uma delas é armazenada com amor e avaliada de acordo com seu valor de mercado.

Por um preço acessível podemos encontrar coisas muito diferentes e cheias de personalidade. É realmente o brechó que recomendo pra quem quer começar a conhecer o mundo do garimpo.

Não podemos nos esquecer que o Só Não Vendo A Mãe também faz vendas online através da página no facebook, então se você não é de Belo Horizonte, corre lá!

O que você achou desta batalha de looks com peças do brechó?

Este post é um publieditorial.

 

 

 

 

 

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Kim Kadarshian e a nova KKW Beauty

Hello Pipol, tudo bem com vocês?

Recentemente Kim Kadarshian West colaborou com Kylie Jenner Cosmetics e desta parceria saíram 4 batons em tons nude – daquele jeito que a gente ama – e não satisfeita a bonita lançou KKW Beauty, sua nova marca de maquiagens. Atribuímos este momento á inteligência das mulheres da família Kadarshian que não perdem a oportunidade de fazer fortuna.

Kim deixou claro em uma entrevista que sua marca focará em coisas diferentes de Kylie, por isto elas trabalham juntas na intenção que espírito de concorrência não exista entre as duas. Entendeu, né? Não adianta querer comparar porque cada uma desenvolverá um aspecto diferente no mundo da maquiagem, que cá entre nós é gigantesco!

 

KKW Beauty

O primeiro lançamento da KKW Beauty foi um kit de contorno e iluminador, os dois na forma de stick cremoso, por isto a linha se chama Crème Contour & Highlight.

Aquele contorno Kadarshian perfeito que sempre sonhamos agora é possível com os novos produtos. E a melhor parte é que todos os tons de pele são contemplados pelos kits que contam com dois tons de contorno, um mais claro outro mais escuro e dois iluminadores, um mate e outro cintilante.

Light

Pensado para peles claras com o fundo rosado.

Medium

Pensado para pele clara com o fundo amarelado.

Dark

Pensado para negras de pele clara.

Deep Dark

Pensado para negras de pele escura.

Os produtos tem o design anatômico que facilita para ser carregado na necessaire. Cada kit vem com 2 sticks e um aplicador onde nas extremidades possuem pincel e esponja, e custa em média U$$48,00.

É a visão do paraíso, né? Então pode preparar o coração porque nunca sabemos o que esperar destas meninas. Com uma marca própria, tudo pode acontecer! Como sempre, os produtos foram sucesso de aceitação do público e esgotaram em 2 horas.

Estou doida pra testar esta novidade, e você? O que achou da nova linha da Kim?

Créditos: Imagens retiradas das redes sociais.

Beeeijos e até a próxima! 😉

 

 

 

 

 

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Bendito Seja – Haskell

Hello Pipol, tudo bem com vocês?

Há algumas semanas fui convidada pela Haskell para um evento onde seria apresentado a nova linha Bendito Seja.

Tivemos aplicação de produtos, palestra sobre a nova linha, pudemos ouvir a dona da marca contar um pouco sobre sua história, participamos de um momento de perguntas e respostas e um coquetel muito bacana.

Palavras do fabricante

A Linha Bendito Seja é um sistema exclusivo de regeneração capilar fio a fio para os cabelos opacos, desvitalizados e processados quimicamente. A associação dos ativos, vinagre balsâmico e complexo de proteínas, proporciona restauração e proteção aos cabelos, aumentando sua resistência contra agressores externos e processos químicos.
Agora, você pode ter cabelos saudáveis e rejuvenescidos!

Bendito Seja - Haskell

A proposta é que você tenha um tratamento de salão todos os dias sem ter que sair de casa. E a linha atende a todos os tipos de cabelo.

O press kit conta com: Shampoo, Condicionador, Máscara de hidratação, Fluído proteico e Proteína capilar.

Dentro da latinha recebi versões mini do shampoo, condicionador e máscara de hidratação. Este kit é a mesma versão brinde da ação Haskell no Shopping Estação em Belo Horizonte. Em compras acima de x valor, você ganha um kitzinho na latinha, portanto, consulte o regulamento para receber a sua!

Shampoo e Condicionador

 

A consistência não é tão densa nem tão diluída. É perfeito para aplicação. O shampoo é perolado, o que dá a sensação de menos ressecamento. O condicionador facilita o desembaraçar por parecer uma “manteiguinha” fazendo o cabelo “derreter” logo na primeira aplicação.

Bendito Seja - Haskell

A máscara de hidratação dá a mesma sensação de manteiga. Pode ser aplicada no chuveiro em uma hidratação express de 3 minutinhos. O que facilita muito no dia a dia de quem não tem tempo de hidratações mais elaboradas.

O interessante é que a máscara também é ótima com as misturinhas que amamos. Tem como usar de várias formas diferentes para atender todos os tipos de cabelos e necessidades.

Inovação e praticidade

Até aqui você deve ter pensado “ok, nada novo sob o sol“. Mas aí é que você se engana! Como a linha foi pensada para contemplar todas as consumidoras, foi desenvolvido dois novos produtos: o fluído proteico e a proteína capilar.

O fluído proteico serve para proteger o cabelo principalmente do calor do secador – olá amantes do difusor! -, dá ao cabelo um toque suave e possui ação anti frizz. Contém vinagre balsâmico e complexo de proteínas.

Gostei muito de usá-lo na finalização mesclando com meu creme de pentear. Primeiro aplico o creme de pentear e depois dou algumas borrifadas, amasso os cabelos na fitagem inversa, e depois disso: difusor!

Bendito Seja - Haskell

Já a Proteína Capilar é também um complexo de proteínas que protege o cabelo da ação adstringente do shampoo reconstruindo a estrutura interna do fio. Ou seja, quem ama a técnica Low Poo vai amar a ação deste produto, assim como eu!

Gente, fiquei chocadíssima com o resultado do cabelo porque de todos os shampoos com sulfato que já usei na vida, o Bendito Seja foi o que menos ressecou meu cabelo. Combinado com a Proteína Capilar então… Foi o suficiente pra que meu cabelo ficasse limpo, porém sem ressecamento. Senti que a Proteína funciona também como uma “umectação“, sabe?

Resultado linha Bendito Seja da Haskell

A foto é do dia que lavei, e os day after’s seguem com a mesma definição. Confissão de amiga: tenho lavado meu cabelo uma vez na semana e os produtos da linha Bendito Seja seguraram mesmo o cabelon.

Sem contar o perfume! Cês sabem que amo tudo bem cheirosinho, né? O cheiro fica maravilhoso no cabelo. Recomendo demais!

O shampoo foi o primeiro a acabar em casa, a família aprovou os produtos. E é assim que eu sei que eles gostaram. Os preferidos acabam primeiro, hahahaha’.

E você, como seleciona seus favoritos?

Beeeijos e até a próxima! 😉

 

 

 

 

 

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Girlboss: por uma outra perspectiva (alerta de spoiler) 3 comentários

Hello Pipol, tudo bem com vocês?

Muito se ouviu falar sobre a nova série do Netflix, Girlboss. Não sei vocês, mas eu corri pra ler todas as resenhas a respeito, porque já estava louca com o tal livro rosa que viralizou o termo mais usado para representar o #girlpower ultimamente, e tudo isso falando de moda. Um prato cheio para mulheres modernas emponderadas, certo? Bom… Talvez nem tanto!

Ok, mas disso a gente sabe, né? Temos resenha do blog Fashonismo, Modices, e váaaarios outros apontando problemáticas muito importantes sobre a personalidade de Sophia e o inicio polêmico da Nasty Gal. Ainda sim, senti a necessidade de trazer meu olhar sobre a série e pontuar algumas coisas que percebi e ainda não foram citadas.

Sinopse

É baseado no livro de mesmo nome que conta a história real da criadora da marca de roupas Nasty Gal. Foi a pioneira no mercado de venda online há 10 anos atrás. Sophia Amoruso é uma garota de 23 anos vivendo em uma apartamento alugado em São Francisco e apesar das dificuldades financeiras, se recusa a voltar pra casa do pai.

Girlboss: por uma outra perspectiva

A menina que nunca cresceu

Sophia não aceita a vida adulta por ser ~aonde os sonhos vão para morrer. Mas que sonhos? Isso não fica explícito na série, então temos exatamente a impressão de uma menina mimada, orgulhosa, que não respeita ninguém. Ela tem o melhor dos dois mundos: entra nas baladas, faz o que “bem entende” da vida, mas quando dá problema, simplesmente varre para baixo do tapete e diz que não está pronta pra assumir tal responsabilidade.

O ponto aqui, é que eu vejo este comportamento muito presente na vida de nós millenials. Fomos ensinados que somos especiais, que devemos fazer o que amamos, que o importante é viver dos nossos sonhos custe o que custar.

Talvez por isso me identifiquei com as crises existenciais que ela tem, o orgulho em não querer voltar pra casa do pai, a falta de humildade em aceitar a amizade de pessoas honestas, o egoísmo em achar que apenas ela tem problemas e que o mundo gira em torno de si.

Todos nós em algum momento da vida já tivemos algum destes comportamentos – em maiores ou menores graus – simplesmente pela forma que fomos criados, pela facilidade que a internet trouxe e a mudança na auto estima de toda uma geração.

Sejamos honestos, o que Sophia faz no começo do seu negócio é o que a maioria de nós faríamos se tivéssemos as mesmas oportunidades – não podemos negar que a criatividade e o timming que foram perfeitos. O que não significa que esta postura esteja certa!

Por isso, o rodo da desconstrução é sempre necessário. Nós enquanto jovens adultos precisamos mudar nosso comportamento em relação a nós mesmos e aos outros. E esta mudança chega pra cada pessoa em uma circunstância diferente de acordo com o caráter, condição social e urgência na vida – não podemos desconsiderar que o caráter é algo construído socialmente, a gente não nasce assim.

Girlboss

Vá se foder, mundo!

 

O mundo capitalista e a internet

A diferença entre Soph’s e outros jovens empresários de classe média da vida real, é que seu problema de caráter foi revelado ao mundo. Vocês já pararam pra pensar em quantas empresas começaram fraudando, burlando, roubando, sendo desonestos? Talvez a gente não tenha a noção do quanto isso é real!

A problemática da mão de obra escrava, produtos superfaturados e desvalorização dos funcionários vem de longas datas. O capitalismo, mores, tá aí desde que o mundo é mundo. Sophia Amoruso não foi a primeira nem será a última a construir um império em cima da desonestidade.

Isto é o que chamamos de “white girl problem“. Sabemos que se esse mesmo comportamento questionável viesse de alguém pobre, ou negro, as consequências viriam a trem bala. Algo que não aconteceu com a branca, magra e rica protagonista da revolução na moda online.

 

Sobre a produção

Disto a gente não pode reclamar, né? A Netflix tem caprichado na qualidade do material audiovisual. O figurino está muito bonito, mas me perguntei algumas vezes se estava de acordo com o contexto, já que a série se passa em 2006 (juro que não lembro o que os adultos vestiam nessa época, hahaha’).

A trilha sonora está divertida e ainda temos a participação de Ru Paul pra deixar tudo dentro dos conformes.

Temos 13 episódios de 30 minutos e confesso que senti falta de ouvir mais sobre moda, o que as pessoas consumiam na época, quais as marcas importantes e as grandes referências. Pensem comigo! 10 anos de diferença entre o acontecimento e o relato é MUITA coisa! A última produção importantíssima no quesito referência foi “O Diabo Veste Prada” e isso já faz 11 anos. Ainda sim o filme é considerado um divisor de águas no mundo da moda.

 

Linha dramática e a personalidade de Sophia

Confesso que comecei a assistir procurando os defeitos que li nas críticas, e não se enganem, eles estavam lá! Mas ao longo da série me identifiquei muuuito com a protagonista e senti a humanização dela. E por se tratar de uma versão livre de uma auto biografia é muito fácil encontrar este lugar de identificação. Estamos falando de alguém que existe e continua escrevendo sua trajetória ao longo dos anos.

A série é como sobre tudo começou, portanto, não podemos julgar sua personalidade, até porque somos mutáveis (apontar problemáticas e julgar são coisas completamente diferentes. Inclusive, amo uma boa problematização e acho que neste caso foi super pertinente).

Achei a linha dramática boa porque vemos ao longo da narrativa o amadurecimento de Sophia. Dá pra sentir que ela não é a mesma menina que iniciou a série passando sermão sobre a vida adulta. E estes acontecimentos aparecem de forma gradual. Inclusive o guarda roupa dela vai evoluindo sutilmente.

Primeiro ela se desculpa com a mãe de Nathan pelo chilique do dia anterior (no episódio da entrega do vestido de noiva). Depois vem tentativa de ligação para o pai, dizendo que sentia saudade e que estava tudo bem (episódio em que ocasionou o rompimento da hérnia). O carinho em que trata o chefe na escola de arte quando vai se demitir (no episódio em que ela faz a cirurgia de hérnia).

A vez em que pensou em pedir ajuda ao seu pai e se estruturou de forma madura para que ele a ouvisse com seriedade (episódio em que ela faz as planilhas e inclui Shane no plano para apoiá-la). Cada momento em que ela reconheceu seus erros e venceu seu orgulho para pedir desculpas à Annie. O que dizer do pedido de desculpas/agradecimento à mocinha do outro brechó online vintage? (Não lembro o nome dela agora). Até chegarmos ao fatídico final onde reconhece que não teria dado um passo sequer se não tivesse ajuda daquelas pessoas ali presentes.

A história é bem amarrada e não deixa nenhum personagem pra trás, apesar do sumiço de alguns durante os episódios. O encontro final no lançamento é quando a gente percebe que aquelas pessoas realmente tocaram a vida dela.

Girlboss

Gostei da série, me identifiquei com o universo da protagonista, a vontade de correr atrás do seu sonho (apesar de ninguém saber qual é na real), de não se render e não aceitar envelhecer como todas as outras pessoas se conformando com um vidinha pacata – isso não significa que concordo com a forma que ela fez as coisas.

A série me incentivou a continuar garimpando em brechós, afinando meu senso de estilo, acreditando e investindo em consumo consciente – porque sim, me recuso a pagar 100 dólares em uma peça que foi comprada por 8 – e a valorizando das pessoas. Me fez refletir também que auto confiança não é maltratar ninguém ao seu redor, ou ter que diminuir alguém pra se sentir bem. É reconhecer seus pontos fortes e não desacreditar deles.

Eu entendo as problemáticas e privilégios que Sophia carrega ao longo da sua história, mas o comportamento dela em algumas ocasiões são muito próximos de várias pessoas da nossa idade. As mesmas pessoas que cresceram acreditando que poderiam tudo independente do que viesse, que precisariam passar por cima de tudo e todos para provar um ponto de vista e que não precisa de ninguém pra ser feliz.

A mesma geração que desconstrói relações porque não encontra ninguém “bom o suficiente” para satisfazer seus caprichos mesquinhos (isso pode virar um post pra outra hora).

Procurando os erros, encontrei alguns acertos. E talvez seja apenas a questão de tentar enxergar as coisas por outras perspectiva.

Créditos: Imagens retiradas do Tumblr.

Beeeijos e até a próxima! 😉

Assinatura Nattany Martins

 

 

 

 

 

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