Arte


Pedaço de Música: Artistas que eu nunca gostei 13 comentários

Hello Pipol, tudo bem com vocês?

A vida, meus caros, é irônica. E adivinha o que vim fazer aqui. Me redimir? Talvez! Nunca curti muito alguns artistas e fiz questão de deixar bem claro, mas a vida faz questão de esfregar isso na minha cara e eu acabei me apaixonando por música ou outra desses artistas.

Agora me resta catar os cacos da minha vergonha na cara e fazer um top cinco das melhores músicas dos artistas que eu menos gostei na vida.

Pedaço 5: Cobertor – Anitta

Vamos começar com a mais polêmica, porque é de polêmica que a gente gosta mesmo!

Nunca fui muito fã da Anitta, houve um tempo – no começo da carreira dela – em que eu a achava forçada e um “projeto de querer ser os outros”. A primeira música que ganhou meu coração e o repeat foi Cobertor em parceria com o Projota.

Todo mundo me mandava desligar a música porque por fim ninguém aguentava mais, hahaha’.

Com o tempo fui entendendo um pouco mais sobre ela, a forma que ela lida com o trabalho e apesar de discordar de muita coisa passei a admirar tudo o que ela conquistou. Cês tem noção do que é uma menina/mulher de 24 anos administrar uma carreira deste tamanho?

Ela é sem dúvidas a maior representante da música pop brasileira em todo o mundo e ninguém pode negar.

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Pedaço de Música: Paramore

Hello Pipol, tudo bem com vocês?

Tem banda que a gente ama só por existir, Paramore é uma delas. Eles fizeram história trazendo algo diferente na cena “emo” nos anos 2000, lançaram um álbum auto intitulado uns 4 anos atrás e agora chega com tudo em uma pegada pop colorida.

Quem curte as referências pop art dos anos 60 vai notar na hora de onde as inspirações vieram. É uma mistura de elementos muito interessante.

Por isso escolhi a banda para tema da nossa playlist de hoje. Vamos observar em um top de 5 músicas a mudança que tiveram ao longo dos anos.

Pedaço 5: Misery Business

Era 2007 e a única coisa que a gente via no Disk MTV eram as paredes pretas e brancas com o cabelo da Hayley pra fazer contraste.

Se nessa época a gente já questionava os padrões de beleza, imagina os textões que rolam agora? 😉 A gente ama essa banda e não é pouco!

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5 filmes sobre mulheres inspiradoras

Olá pessoal! Resolvi entrar na onda do mês da mulher aqui no blog e também falar sobre isso.

Fiquei pensando sobre o que eu tenho afinidade e que possa acrescentar ao mundo feminino, e claro, escolhi falar sobre filmes de histórias inspiradoras com mulheres inspiradoras. Estes filmes mostram a luta das mulheres e lembram que eles devem ser respeitadas, não só no dia ou no mês da mulher, mas todos os dias.

Separei 5 filmaços para vocês, confiram:

 

1 – As Sufragistas (2015)

No início do século XX, após décadas de manifestações pacíficas, as mulheres ainda não possuem o direito de voto no Reino Unido. Um grupo militante decide coordenar atos de insubordinação, quebrando vidraças e explodindo caixas de correio, para chamar a atenção dos políticos locais à causa. O filme retrata a história de uma personagem que perde a família e o emprego por lutar pelos seus direitos.

 

 

2- Preciosa (2009)

Um dos filmes mais aclamados dos últimos tempos, a história se passa em 1987, Nova York, bairro do Harlem. Claireece “Preciosa” Jones é uma adolescente de 16 anos que sofre uma série de privações durante sua juventude. Violentada pelo pai e abusada pela mãe , ela cresce irritada e sem qualquer tipo de amor. O fato de ser pobre e gorda também não a ajuda nem um pouco. Além disto, Preciosa tem um filho apelidado de “Mongo”, por ser portador de síndrome de Down, que está sob os cuidados da avó. Quando engravida pela segunda vez, Preciosa é suspensa da escola. A sra. Lichtenstein consegue para ela uma escola alternativa, que possa ajudá-la a melhor lidar com sua vida. Lá Preciosa encontra um meio de fugir de sua existência traumática, se refugiando em sua imaginação.

 

 

3- Histórias Cruzadas (2011)

Mississipi, década de 1960. Skeeter acabou de terminar a faculdade e sonha em ser escritora. Ela põe a cidade de cabeça para baixo quando decide pesquisar e entrevistar mulheres negras que sempre cuidaram das “famílias do sul”. Apesar da confusão causada, Skeeter consegue o apoio de Aibileen, governanta de um amigo, que conquista a confiança de outras mulheres que têm muito o que contar.

 

 

4- A Dama de Ferro (2012)

Antes de se posicionar e adquirir o status de verdadeira dama de ferro na mais alta esfera do poder britânico, Margaret Thatcher (Meryl Streep) teve que enfrentar vários preconceitos na função de primeiro-ministra do Reino Unido em um mundo até então dominado por homens. Durante a recessão econôminica causada pela crise do petróleo no fim da década de 70, a líder política tomou medidas impopulares, visando a recuperação do país. Seu grande teste, entretanto, foi quando o Reino Unido entrou em conflito com a Argentina na conhecida e polêmica Guerra das Malvinas.

 

 

5- Estrelas Além do Tempo (2016)

1961. Em plena Guerra Fria, Estados Unidos e União Soviética disputam a supremacia na corrida espacial ao mesmo tempo em que a sociedade norte-americana lida com uma profunda cisão racial, entre brancos e negros. Tal situação é refletida também na NASA, onde um grupo de funcionárias negras é obrigada a trabalhar a parte. É lá que estão elas, grandes amigas que, além de provar sua competência dia após dia, precisam lidar com o preconceito arraigado para que consigam ascender na hierarquia da NASA.

 

 

É isso aí! Espero que tenham gostado das sugestões. São filmes que além da temática, cinematograficamente são muito bons.

Vocês tem mais alguma sugestão de filmes? Deixe nos comentários… Bom que já vou montando uma listinha.

Até a próxima!

 

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Rei Leão – O Musical 4 comentários

Hello Pipol, tudo bem com vocês?

A cultura de musicais é muito forte nos EUA. Eles compartilham com o mundo através das peças, referências clássicas. Por isso, vamos falar hoje do Rei Leão – O Musical.

A Broadway é um dos principais teatros no mundo voltado para a apresentação de musicais. Alguns clássicos são exibidos por anos interruptos. Rei Leão é um deles. Exibido desde 1997, a peça conta com a direção de Julie Taymor – a primeira mulher a ganhar o Tony de melhor direção (pra quem não sabe, o Tony Awards é o Óscar dos musicais) – até aqui já se apresentaram mais de 6.700 vezes!

A versão brasileira teve sua estréia em 2013 trazendo canções originais da animação sendo uma delas no idioma zulu. Sabe aquela música linda do Ciclo da Vida? Pois é, de arrepiar!

Rei Leão - O Musical

Tive a oportunidade de fazer um workshop com a diretora residente da peça e aprender um pouco sobre os bastidores.

A diretora geral da peça vem diretamente dos EUA passar aos produtores brasileiros cada marcação de cena, coreografia, canção, a concepção do figurino… Ela ajuda a escolher o elenco e a “montar” o espetáculo idêntico ao americano. Quando tudo está perfeito, a diretora geral vai embora deixando a diretora residente como responsável para monitorar todo processo e cuidar que nada se perca no caminho. Sim, você leu certinho, esse processo de direção foi todo cuidado por mulheres! Legal, né?

A primeira exibição brasileira foi em São Paulo com o elenco gigantesco! Vocês babariam de imaginar quanta gente compondo cena. Em Belo Horizonte, o espetáculo foi exibido na Campanha de Popularização do Teatro e da Dança com elenco reduzido para ser recebido por teatros menores à preços populares. Ainda sim valeu a pena!

Rei Leão - O Musical

É chocante ver a caracterização dos personagens e como eles cabem direitinho na animação original. Aos que já decoraram as falas e todas as músicas, vocês se encantariam de ver o quanto é fiel.

A experiência de ver um grupo em cena doando energia de um personagem a quem assiste, é maravilhoso!

Se você tiver oportunidade de conferir essa obra de arte ao vivo, vá! Vá ao teatro!

Créditos: imagens retiradas do google.

Beeeijos e até a próxima! 😉

 

 

 

 

 

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La La Land – Cantando Estações 3 comentários

Hello Pipol, tudo bem com vocês?

Sempre fui apaixonada por musicais – inclusive tive a oportunidade de estudar por um semestre e amei – e quando ouvi falar pela primeira vez em La La Land, meus olhos brilharam!

A Lully de Verdade tem um vídeo maravilhoso onde ela faz a resenha do filme sem spoiler, e foi ali que decidi que esse seria o filme que dividiria o espaço de ouro no meu coração com Titanic.

Tom Hanks disse que de longe esse é seu filme favorito, e várias pessoas que detestam musical avaliaram o filme positivamente. Diante disto, não aceitaria ver o filme de uma forma diferente que não fosse no cinema. E agora, é a minha vez de dar os pitacos…

 

Sinopse

 

Ao chegar em Los Angeles o pianista de jazz Sebastian (Ryan Gosling) conhece a atriz iniciante Mia (Emma Stone) e os dois se apaixonam perdidamente. Em busca de oportunidades para suas carreiras na competitiva cidade, os jovens tentam fazer o relacionamento amoroso dar certo enquanto perseguem fama e sucesso.

La La Land - Cantando Estações

Não conheço muito de cinema, mas posso dizer que achei o roteiro incrível!

A história de amor é contada através das estações, e cada uma delas representa as fases dos personagens. A forma como eles se relacionam consigo e com o outro. Durante as estações eles se encontram, desencontram e alimentam sonhos.

A fotografia foi bem utilizada para facilitar a identificação destas estações que podemos chamar também de fases. O figurino é beeem colorido e passa um clima tropical. Apesar de nunca ter ido a Los Angeles, consigo imaginar o clima, o cheiro, a vibe da cidade só de ver a ambientação e os figurinos.

 

Emma Stone sapateando ao lado de Ryan é de deixar qualquer um de queijo caído, sem contar que o bonito não usou nenhum dublê de mão nas cenas em que toca piano. Isso significa que sim, ele aprendeu a tocar para interpretar este papel e arrasou!

O filme é na verdade, uma homenagem aos tempos de ouro de Hollywood e trás referências clássicas como Cantando na Chuva, Juventude Transviada, Amor Sublime Amor e muito mais!

 

Sobre a direção…

 

A direção de Damien Chazelle que teve destaque em Whiplash que teve cinco indicações ao Óscar. Agora com La La Land tendo 15 indicações ao Óscar, o bonito segue com 19 indicações para ganhar a estatueta. Demais, né?

Dizem que o roteiro de La La Land foi escrito antes de Whiplash, mas não foi tão bem recebido, diante das alterações que a produção gostaria de fazer, Damien decidiu deixar pra depois. E não é que a tática deu certo? É de longe um dos filmes mais lindos que já vi! Fiquei apaixonada com a complexidade dos personagens e a forma que eles desenvolvem suas relações, as músicas são incríveis, a coreografia, a fotografia… Foi tudo muito bem pensado. Estou completamente apaixonada!

E vocês, gostam de musicais?

Beeijos e até a próxima!


Sobre regar a alma de inspiração

Hello Pipol, tudo bem com vocês?

Gosto de me sentir inspirada. Sabe quando começamos um projeto cheio de vontade, então você só consegue pensar em novas formas de levar isso adiante? Arrisco dizer que é o melhor sentimento que já senti na vida. 

Ao longo dos anos percebi que não existe sonho realizado sem inspiração, e não existe inspiração sem referência. Na era da informação, temos contato com todos os assuntos de formas variadas. Todos os gostos podem ser contemplados. E vamos combinar, tem coisa melhor do que ter opção?

A arte sempre foi para mim uma forma de inspiração. É dela que trago minhas reflexões, a vontade de continuar cantando e falando o que acredito. O teatro, a dança, a música, as artes visuais, quadros e poemas… Toda forma de se expressar, para mim é como um presente.

Sobre regar a alma de inspiração

Imagem retirada do tumblr.

Gostaria de trazer pra vocês um pouco do que tenho recebido ao longo dos anos através dos covers, das resenhas de livros, e das dicas maravilhosas para que a gente continue surtando com amor.

Recomendo sempre a Campanha de Popularização do Teatro e da Dança. Pra quem não sabe, é uma campanha que acontece 1 vez ao ano e tem como propósito tornar as peças teatrais mais acessíveis. A intenção é que todos tenham acesso à preços populares.

A variedade de peças é gigantesca e abrange várias categorias, como: musicais, comédia, drama… Grupos experientes e inciantes, o que não falta é opção!

Eu desafio você a assistir alguma peça e não sair de lá inspirado. Maiores informações vocês encontram no site da Sinparc. Lembrando que a campanha vai até 19/02.

Sobre regar a alma de inspiração

Além das peças que estão em cartaz na campanha, o Palácio das Artes e Sesc Palladium sempre exibem filmes alternativos gratuitos com retirada de ingresso 30 minutos antes de cada sessão. Vale muito a pena conferir!

 

A arte nos ensina sobre nós mesmos as questões estéticas e os questionamentos que a maioria de nós trás durante a vida. Ela basicamente nos guia no mundo dos sonhos e inspirações. Assim como a moda, a literatura, as viagens…

Precisamos de algo que nos leve além da nossa rotina.

Espero que vocês tenham encontrado nesse post um novo motivo para conferir filmes e peças teatrais.

Beeeijos e até a próxima! 😉


Primeiros Erros (Cover)

Hello Pipol, tudo bem com vocês?

O vídeo de hoje trás o cover de uma das primeiras músicas que aprendi a tocar no vilão. Primeiros Erros ganha meu coração por sua letra reflexiva e melodia maravilhosa. Lembro que cantei essa música em uma audição da escola de Teatro Musical pra conseguir uma bolsa de estudos, e passei!

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Tu – Anavitória – Cover

Hello Pipol, tudo bem com vocês?

Existem várias músicas lindas que fazem minha cabeça. Se eu pudesse montar uma coletânea com meus preferidos, a gente iria cantar até o Natal de 2017, hahaha’. Desta vez, escolhi a dupla Anavitória para animar nossos dias.

Confesso que no começo não gostava muito da dupla, mas com o tempo elas conquistaram meu coração. Pela musicalidade simples e poesia maravilhosa das letras. Uma delas é a música Tu que trás a magia das relações de forma afetuosa. Não tem quem não se apaixone.

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A Garota Dinamarquesa: livro x filme

Hello Pipol, tudo bem com vocês?

Desde que vi o trailer do filme A Garota Dinamarquesa pela primeira vez, meus olhos brilharam. Minha mãe insistiu pelo filme diversas vezes, até assistir sem mim. O livro eu ganhei do namorado.

Sinopse

O pintor dinamarquês Einar Mogens Wegener (Eddie Redmayne) é casado com Gerda (Alicia Vikander) e sempre se identificou com o universo feminino, mesmo de forma velada. Mas seu instinto fala mais alto e ele decide fazer uma cirurgia de mudança de sexo. Einar passa a usar o nome Lili Elbe e entra para história como a primeira pessoa a se submeter a esse tipo de procedimento.

A Garota Dinamarquesa

A leitura

No começo achei o livro muito parado, mas entendi que a história precisava de um detalhamento pra trazer o leitor ao sentimento dos personagens. Principalmente por se tratar de uma ficção a respeito de alguém que realmente existiu.

Cada capítulo eu sentia como se fosse o fim de tudo (tô acostumada com os detalhes apenas nas cenas finais, vê se pode!). Acho que nunca chorei tanto dentro dos ônibus. Há muito tempo não vivia uma experiência de leitura intensa, daquelas que abalam o mundo da gente, sabe?

Minha memória olfativa e visual é muito boa. O álbum da Lorena Chaves que ouvia sempre que lia, não é mais o mesmo. Tenho Lili Elbe em minha mente como referência quando escuto essas músicas.

Uma das vantagens dos livros é que eles nos fazem imaginar as cenas, desenhar os personagens, as paisagens e é realmente uma viagem.

O filme

A fotografia fantástica encanta de cara. E ao contrário do livro, a história se desenvolve com mais rapidez. Todos sabemos que um não dá pra gravar o livro inteiro, portanto algumas cenas são cortadas.

Acho que o roteirista consegue captar de forma geral o que é importante pra que a história seja compreendida com clareza, já que se trata de um tema complexo. Mas confesso que senti falta de algumas coisinhas.

A atuação achei impecável, principalmente Alicia Vikander como Gerda (Oscar mais que merecido, né miga?). Aaaah tem isso também! No livro a esposa de Lili é Greta, no filme optaram por usar o nome original, Gerda.

Gerda - A Garota Dinamarquesa

O que achei

Como disse acima, o livro conta a história de alguém que existiu, mas é uma ficção. Isso significa que os fatos não estão em sua ordem cronológica, pois não é um relato biográfico. Inclusive o nome de alguns personagens foram trocados.

Achei a iniciativa legal porque deu pro autor a liberdade de discorrer sobre o assunto de forma pessoal, usando a história real e planejando algumas cenas que dariam o tom certo de emoção.

No livro tive a impressão que Greta se importava mais com Lili. Um amor devoto que a levou ao anulamento algumas vezes. Já no filme, dá a entender que Gerda se manteve a Lili para não perder sua modelo. Acredito que as duas visões sobre a relação das duas estão corretas, porém prefiro o laço de amizade que as duas constroem no livro.

No filme tem uma cena genial que não tem no livro: a clássica chuva!

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É nesse momento que Gerda demonstra o quanto está cansada de relevar. Ela estava disposta a ter seu marido ainda que Lili. Acredito também ser o momento que ela entende Lili como outra pessoa, com outras vontades. Naquele momento ela entende que cada uma precisa seguir seu caminho.

Me identifiquei muito com a história por ter vivido alguns anos atrás algo parecido (pano pra manga esse assunto, quem sabe em outro post?). Me vi representada na força e amor de Gerda, no carinho com a amiga, na intenção de fazer Einar descansar em paz. Ainda que fosse doloroso pra ela perdê-lo. No reconhecimento de Lili como um indivíduo.

A descoberta veio pras duas, a dor também ainda que manifesta de formas diferente.

Essa história tem todo meu amor nos dois formatos, mas seria eu seria rasa se não contasse a vocês que o livro mudou minha vida.

Créditos: Imagens retiradas do tumblr.

E você? Que livro mudou sua vida?

Beeeeijos e até a próxima! 😉

Assinatura Nattany Martins

 

 

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