Arquivos diários: 5 de junho de 2017


Precisamos falar sobre término de relacionamento. 4 comentários

Hello Pipol, tudo bem com vocês?

Chegou a hora. O momento em que a gente revela as verdades e desnuda a alma. Término de relacionamento é algo que mexe tanto com a gente que não dá pra fugir. O tema vem a tona, a vergonha fala alto, mas os acontecimentos são honestos demais para não serem discutidos.

Há duas semanas terminei um relacionamento de 4 anos. Entre tantas tentativas e até mesmo idas e vindas, a racionalidade venceu! Foi bom enquanto durou, mas caminhamos por caminhos diferentes agora. 

A primeira coisa que veio a minha mente quando entrei no Uber com todas as minhas tralhas, foi a coragem. Por que a gente se esconde tanto atrás do medo? Por que continuamos acreditando que o amor vai vencer, mesmo quando os vestígios nos provam que é necessário um novo caminho? Que medo é esse de ficar sozinho que nos faz engolir tanto desamor?

Às vezes ficar sozinho é a melhor solução pra uma alma machucada em um relacionamento desgovernado que se perdeu no caminho. Não existem verdades absolutas, não existem regras para o sucesso; mas o amor próprio é o parâmetro da saúde mental. Nada que fuja disso tem possibilidade de dar certo. Amar demais, se entregar demais, querer salvar o outro de algo que nem ele mesmo quer, não é saudável. Não olhar para si no meio de tanta turbulência, é pedir pra que as coisas te magoem mais ainda.

Em uma sociedade onde falamos sobre ter mais empatia, mais amor ao próximo, soa egoísta falar de amor próprio. Mas as relações interpessoais começam a desandar quando uma das partes está em desequilíbrio.

Término de relacionamento não é o fim da vida. É um momento doloroso onde ambas as partes podem olhar a si mesmos como indivíduos e não apenas um “bolôlô” de sentimentos em uma relação. É encarar a solidão, se olhar no espelho e se perguntar “e eu, como fico?“. É dar valor ao que será de você de agora em diante.

Alguns clichês são muito utilizados nestes momentos: “tudo passa“, “vai ficar tudo bem“, “o tempo é senhor de todas as coisas“. E quer saber? Todos eles estão certos! O clichê é clichê por apenas um motivo, eles são verdades vividas por todas as pessoas. É sabedoria popular. É a cura da natureza para dores que achamos impossíveis serem curadas, para os sofrimentos que só nós sabemos.

Realmente, cada pessoa reage de forma diferente a mesma situação, mas não se esqueça nunca que somos todos humanos seguindo em uma caminhada. Existem coisas que vão acontecer pra todo mundo mais hora, menos hora. O término de relacionamento é uma delas.

Durante estas duas semanas, ouvi relatos de mulheres que finalizaram suas relações em busca de felicidade. A palavra que mais escutei até aqui foi “CORAGEM”. Aquela que nos falta quando estamos em infelizes. O famoso medo de mexer em time que está ganhando.

O patriarcado ganha muito em cima do nosso medo. É assim que conseguem mulheres caladas, se sujeitando a relações abusivas, desrespeitosas, sem um pingo de amor e empatia. Foi sob o medo que minha avó viveu anos ao lado do meu avó que guardava uma faca embaixo do travesseiro. Uma mulher corajosa liberta toda uma geração! Ela serve de exemplo à suas semelhantes e mostra que não precisamos nos sujeitar a tamanha falta de amor.

O mundo é gigante, o amor está em toda parte. Eu continuo acreditando no poder das minhas ações e que minha força pode alimentar milhares, assim como a força de várias mulheres me sustentaram ao longo da semana. Sigo acreditando que o amor chegará até mim de uma forma ou de outra e que cada um tem o que merece. O que é nosso tá guardado, e enquanto não chega, vamos dominar o mundo com nossa CORAGEM!

Beeeijos e até a próxima! 😉

 

 

 

 

 

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