Arquivos Mensais: maio 2017


Como encontrei a paz interior

Hello Pipol, tudo bem com vocês?

Durante muito tempo busquei a tão sonhada paz interior. Depois de alguns anos finalmente entendi que nada faz sentido se eu não estiver bem por dentro. O desafio é que a jornada que enfrento todos os dias para alcançá-la.

Para alguém que sempre precisou de aprovação pra sentir paz interior, era um conceito quase incessível pensar em fazer as coisas sem olhar pra trás. Sempre fui muito comedida com as minhas atitudes porque minha mãe me ensinou a pensar um milhão de vezes antes de fazer qualquer coisa. O medo de que algo saísse do controle foi algo constante na minha adolescência e ainda é. 

O fato é que não dá pra viver pensando qual será o próximo buraco que nos fará tropeçar, e é simples entender porque: nem sempre temos controle das coisas. É tudo muito imprevisível. Podemos nem estar aqui amanhã. A vida, assim como o amor, é um jogo de azar. Em um momento tudo está bem e no outro as coisas vão por água abaixo.

Como encontrei a paz interior

Por isso, precisamos estar bem conosco. Esta é a razão pela qual a paz interior é importante. Diante dos desastres inesperados da vida precisamos ter força para prosseguir. A atitude de consultar os sentimentos, de entender as vontades, reconhecer as limitações, considerar as possibilidades, nos faz mais seguros para tomar decisões, mudar atitudes nocivas e assim transformar nossas vidas. 

Quando depositamos nossa felicidade e bem estar nas mãos de outra pessoa, estamos a mercê das vontades dela. Ao mesmo tempo que esta pessoa deseja que você seja feliz, ele está mais interessada na própria felicidade.

Gente que se ama tem luz própria; amor pra dar. Gente que está em paz atraí mais gente decidida. E então o ciclo de amizades e referências será repleto de inspiração e força. E vamos combinar que todos nós precisamos disto, né?

Como encontrei a paz interior

Foi vivendo um dia de cada vez e me permitindo errar que aprendi quem eu sou. Foi tentando errar menos que me motivei todos os dias a me fazer melhor pra mim e para os outros. É ouvindo minha intuição e respeitando meus instintos que entendo quando algo me incomoda e busco ao máximo ser honesta para reconhecer quando algo não me faz bem.

Por fim, tenho perdido aos poucos o medo de desagradar os outros. Minha maior preocupação agora é agradar a mim mesma e ser cada vez melhor para as pessoas ao meu redor.

Mágico é ter a alegria de ser quem é. É saber que mesmo com todos os defeitos e problemas ser você é a melhor parte. Tomar as próprias decisões, ter autonomia sobre o próprio corpo, amar a si mesmo, é a maior libertação que um ser pode vivenciar para alcançar a tal paz interior.

Beeeijos e até a próxima! 😉

 

 

 

 

 

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Pedaço de Música: Artistas que eu nunca gostei 13 comentários

Hello Pipol, tudo bem com vocês?

A vida, meus caros, é irônica. E adivinha o que vim fazer aqui. Me redimir? Talvez! Nunca curti muito alguns artistas e fiz questão de deixar bem claro, mas a vida faz questão de esfregar isso na minha cara e eu acabei me apaixonando por música ou outra desses artistas.

Agora me resta catar os cacos da minha vergonha na cara e fazer um top cinco das melhores músicas dos artistas que eu menos gostei na vida.

Pedaço 5: Cobertor – Anitta

Vamos começar com a mais polêmica, porque é de polêmica que a gente gosta mesmo!

Nunca fui muito fã da Anitta, houve um tempo – no começo da carreira dela – em que eu a achava forçada e um “projeto de querer ser os outros”. A primeira música que ganhou meu coração e o repeat foi Cobertor em parceria com o Projota.

Todo mundo me mandava desligar a música porque por fim ninguém aguentava mais, hahaha’.

Com o tempo fui entendendo um pouco mais sobre ela, a forma que ela lida com o trabalho e apesar de discordar de muita coisa passei a admirar tudo o que ela conquistou. Cês tem noção do que é uma menina/mulher de 24 anos administrar uma carreira deste tamanho?

Ela é sem dúvidas a maior representante da música pop brasileira em todo o mundo e ninguém pode negar.

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Bendito Seja – Haskell

Hello Pipol, tudo bem com vocês?

Há algumas semanas fui convidada pela Haskell para um evento onde seria apresentado a nova linha Bendito Seja.

Tivemos aplicação de produtos, palestra sobre a nova linha, pudemos ouvir a dona da marca contar um pouco sobre sua história, participamos de um momento de perguntas e respostas e um coquetel muito bacana.

Palavras do fabricante

A Linha Bendito Seja é um sistema exclusivo de regeneração capilar fio a fio para os cabelos opacos, desvitalizados e processados quimicamente. A associação dos ativos, vinagre balsâmico e complexo de proteínas, proporciona restauração e proteção aos cabelos, aumentando sua resistência contra agressores externos e processos químicos.
Agora, você pode ter cabelos saudáveis e rejuvenescidos!

Bendito Seja - Haskell

A proposta é que você tenha um tratamento de salão todos os dias sem ter que sair de casa. E a linha atende a todos os tipos de cabelo.

O press kit conta com: Shampoo, Condicionador, Máscara de hidratação, Fluído proteico e Proteína capilar.

Dentro da latinha recebi versões mini do shampoo, condicionador e máscara de hidratação. Este kit é a mesma versão brinde da ação Haskell no Shopping Estação em Belo Horizonte. Em compras acima de x valor, você ganha um kitzinho na latinha, portanto, consulte o regulamento para receber a sua!

Shampoo e Condicionador

 

A consistência não é tão densa nem tão diluída. É perfeito para aplicação. O shampoo é perolado, o que dá a sensação de menos ressecamento. O condicionador facilita o desembaraçar por parecer uma “manteiguinha” fazendo o cabelo “derreter” logo na primeira aplicação.

Bendito Seja - Haskell

A máscara de hidratação dá a mesma sensação de manteiga. Pode ser aplicada no chuveiro em uma hidratação express de 3 minutinhos. O que facilita muito no dia a dia de quem não tem tempo de hidratações mais elaboradas.

O interessante é que a máscara também é ótima com as misturinhas que amamos. Tem como usar de várias formas diferentes para atender todos os tipos de cabelos e necessidades.

Inovação e praticidade

Até aqui você deve ter pensado “ok, nada novo sob o sol“. Mas aí é que você se engana! Como a linha foi pensada para contemplar todas as consumidoras, foi desenvolvido dois novos produtos: o fluído proteico e a proteína capilar.

O fluído proteico serve para proteger o cabelo principalmente do calor do secador – olá amantes do difusor! -, dá ao cabelo um toque suave e possui ação anti frizz. Contém vinagre balsâmico e complexo de proteínas.

Gostei muito de usá-lo na finalização mesclando com meu creme de pentear. Primeiro aplico o creme de pentear e depois dou algumas borrifadas, amasso os cabelos na fitagem inversa, e depois disso: difusor!

Bendito Seja - Haskell

Já a Proteína Capilar é também um complexo de proteínas que protege o cabelo da ação adstringente do shampoo reconstruindo a estrutura interna do fio. Ou seja, quem ama a técnica Low Poo vai amar a ação deste produto, assim como eu!

Gente, fiquei chocadíssima com o resultado do cabelo porque de todos os shampoos com sulfato que já usei na vida, o Bendito Seja foi o que menos ressecou meu cabelo. Combinado com a Proteína Capilar então… Foi o suficiente pra que meu cabelo ficasse limpo, porém sem ressecamento. Senti que a Proteína funciona também como uma “umectação“, sabe?

Resultado linha Bendito Seja da Haskell

A foto é do dia que lavei, e os day after’s seguem com a mesma definição. Confissão de amiga: tenho lavado meu cabelo uma vez na semana e os produtos da linha Bendito Seja seguraram mesmo o cabelon.

Sem contar o perfume! Cês sabem que amo tudo bem cheirosinho, né? O cheiro fica maravilhoso no cabelo. Recomendo demais!

O shampoo foi o primeiro a acabar em casa, a família aprovou os produtos. E é assim que eu sei que eles gostaram. Os preferidos acabam primeiro, hahahaha’.

E você, como seleciona seus favoritos?

Beeeijos e até a próxima! 😉

 

 

 

 

 

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Pedaço de Música: Paramore

Hello Pipol, tudo bem com vocês?

Tem banda que a gente ama só por existir, Paramore é uma delas. Eles fizeram história trazendo algo diferente na cena “emo” nos anos 2000, lançaram um álbum auto intitulado uns 4 anos atrás e agora chega com tudo em uma pegada pop colorida.

Quem curte as referências pop art dos anos 60 vai notar na hora de onde as inspirações vieram. É uma mistura de elementos muito interessante.

Por isso escolhi a banda para tema da nossa playlist de hoje. Vamos observar em um top de 5 músicas a mudança que tiveram ao longo dos anos.

Pedaço 5: Misery Business

Era 2007 e a única coisa que a gente via no Disk MTV eram as paredes pretas e brancas com o cabelo da Hayley pra fazer contraste.

Se nessa época a gente já questionava os padrões de beleza, imagina os textões que rolam agora? 😉 A gente ama essa banda e não é pouco!

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Girlboss: por uma outra perspectiva (alerta de spoiler) 3 comentários

Hello Pipol, tudo bem com vocês?

Muito se ouviu falar sobre a nova série do Netflix, Girlboss. Não sei vocês, mas eu corri pra ler todas as resenhas a respeito, porque já estava louca com o tal livro rosa que viralizou o termo mais usado para representar o #girlpower ultimamente, e tudo isso falando de moda. Um prato cheio para mulheres modernas emponderadas, certo? Bom… Talvez nem tanto!

Ok, mas disso a gente sabe, né? Temos resenha do blog Fashonismo, Modices, e váaaarios outros apontando problemáticas muito importantes sobre a personalidade de Sophia e o inicio polêmico da Nasty Gal. Ainda sim, senti a necessidade de trazer meu olhar sobre a série e pontuar algumas coisas que percebi e ainda não foram citadas.

Sinopse

É baseado no livro de mesmo nome que conta a história real da criadora da marca de roupas Nasty Gal. Foi a pioneira no mercado de venda online há 10 anos atrás. Sophia Amoruso é uma garota de 23 anos vivendo em uma apartamento alugado em São Francisco e apesar das dificuldades financeiras, se recusa a voltar pra casa do pai.

Girlboss: por uma outra perspectiva

A menina que nunca cresceu

Sophia não aceita a vida adulta por ser ~aonde os sonhos vão para morrer. Mas que sonhos? Isso não fica explícito na série, então temos exatamente a impressão de uma menina mimada, orgulhosa, que não respeita ninguém. Ela tem o melhor dos dois mundos: entra nas baladas, faz o que “bem entende” da vida, mas quando dá problema, simplesmente varre para baixo do tapete e diz que não está pronta pra assumir tal responsabilidade.

O ponto aqui, é que eu vejo este comportamento muito presente na vida de nós millenials. Fomos ensinados que somos especiais, que devemos fazer o que amamos, que o importante é viver dos nossos sonhos custe o que custar.

Talvez por isso me identifiquei com as crises existenciais que ela tem, o orgulho em não querer voltar pra casa do pai, a falta de humildade em aceitar a amizade de pessoas honestas, o egoísmo em achar que apenas ela tem problemas e que o mundo gira em torno de si.

Todos nós em algum momento da vida já tivemos algum destes comportamentos – em maiores ou menores graus – simplesmente pela forma que fomos criados, pela facilidade que a internet trouxe e a mudança na auto estima de toda uma geração.

Sejamos honestos, o que Sophia faz no começo do seu negócio é o que a maioria de nós faríamos se tivéssemos as mesmas oportunidades – não podemos negar que a criatividade e o timming que foram perfeitos. O que não significa que esta postura esteja certa!

Por isso, o rodo da desconstrução é sempre necessário. Nós enquanto jovens adultos precisamos mudar nosso comportamento em relação a nós mesmos e aos outros. E esta mudança chega pra cada pessoa em uma circunstância diferente de acordo com o caráter, condição social e urgência na vida – não podemos desconsiderar que o caráter é algo construído socialmente, a gente não nasce assim.

Girlboss

Vá se foder, mundo!

 

O mundo capitalista e a internet

A diferença entre Soph’s e outros jovens empresários de classe média da vida real, é que seu problema de caráter foi revelado ao mundo. Vocês já pararam pra pensar em quantas empresas começaram fraudando, burlando, roubando, sendo desonestos? Talvez a gente não tenha a noção do quanto isso é real!

A problemática da mão de obra escrava, produtos superfaturados e desvalorização dos funcionários vem de longas datas. O capitalismo, mores, tá aí desde que o mundo é mundo. Sophia Amoruso não foi a primeira nem será a última a construir um império em cima da desonestidade.

Isto é o que chamamos de “white girl problem“. Sabemos que se esse mesmo comportamento questionável viesse de alguém pobre, ou negro, as consequências viriam a trem bala. Algo que não aconteceu com a branca, magra e rica protagonista da revolução na moda online.

 

Sobre a produção

Disto a gente não pode reclamar, né? A Netflix tem caprichado na qualidade do material audiovisual. O figurino está muito bonito, mas me perguntei algumas vezes se estava de acordo com o contexto, já que a série se passa em 2006 (juro que não lembro o que os adultos vestiam nessa época, hahaha’).

A trilha sonora está divertida e ainda temos a participação de Ru Paul pra deixar tudo dentro dos conformes.

Temos 13 episódios de 30 minutos e confesso que senti falta de ouvir mais sobre moda, o que as pessoas consumiam na época, quais as marcas importantes e as grandes referências. Pensem comigo! 10 anos de diferença entre o acontecimento e o relato é MUITA coisa! A última produção importantíssima no quesito referência foi “O Diabo Veste Prada” e isso já faz 11 anos. Ainda sim o filme é considerado um divisor de águas no mundo da moda.

 

Linha dramática e a personalidade de Sophia

Confesso que comecei a assistir procurando os defeitos que li nas críticas, e não se enganem, eles estavam lá! Mas ao longo da série me identifiquei muuuito com a protagonista e senti a humanização dela. E por se tratar de uma versão livre de uma auto biografia é muito fácil encontrar este lugar de identificação. Estamos falando de alguém que existe e continua escrevendo sua trajetória ao longo dos anos.

A série é como sobre tudo começou, portanto, não podemos julgar sua personalidade, até porque somos mutáveis (apontar problemáticas e julgar são coisas completamente diferentes. Inclusive, amo uma boa problematização e acho que neste caso foi super pertinente).

Achei a linha dramática boa porque vemos ao longo da narrativa o amadurecimento de Sophia. Dá pra sentir que ela não é a mesma menina que iniciou a série passando sermão sobre a vida adulta. E estes acontecimentos aparecem de forma gradual. Inclusive o guarda roupa dela vai evoluindo sutilmente.

Primeiro ela se desculpa com a mãe de Nathan pelo chilique do dia anterior (no episódio da entrega do vestido de noiva). Depois vem tentativa de ligação para o pai, dizendo que sentia saudade e que estava tudo bem (episódio em que ocasionou o rompimento da hérnia). O carinho em que trata o chefe na escola de arte quando vai se demitir (no episódio em que ela faz a cirurgia de hérnia).

A vez em que pensou em pedir ajuda ao seu pai e se estruturou de forma madura para que ele a ouvisse com seriedade (episódio em que ela faz as planilhas e inclui Shane no plano para apoiá-la). Cada momento em que ela reconheceu seus erros e venceu seu orgulho para pedir desculpas à Annie. O que dizer do pedido de desculpas/agradecimento à mocinha do outro brechó online vintage? (Não lembro o nome dela agora). Até chegarmos ao fatídico final onde reconhece que não teria dado um passo sequer se não tivesse ajuda daquelas pessoas ali presentes.

A história é bem amarrada e não deixa nenhum personagem pra trás, apesar do sumiço de alguns durante os episódios. O encontro final no lançamento é quando a gente percebe que aquelas pessoas realmente tocaram a vida dela.

Girlboss

Gostei da série, me identifiquei com o universo da protagonista, a vontade de correr atrás do seu sonho (apesar de ninguém saber qual é na real), de não se render e não aceitar envelhecer como todas as outras pessoas se conformando com um vidinha pacata – isso não significa que concordo com a forma que ela fez as coisas.

A série me incentivou a continuar garimpando em brechós, afinando meu senso de estilo, acreditando e investindo em consumo consciente – porque sim, me recuso a pagar 100 dólares em uma peça que foi comprada por 8 – e a valorizando das pessoas. Me fez refletir também que auto confiança não é maltratar ninguém ao seu redor, ou ter que diminuir alguém pra se sentir bem. É reconhecer seus pontos fortes e não desacreditar deles.

Eu entendo as problemáticas e privilégios que Sophia carrega ao longo da sua história, mas o comportamento dela em algumas ocasiões são muito próximos de várias pessoas da nossa idade. As mesmas pessoas que cresceram acreditando que poderiam tudo independente do que viesse, que precisariam passar por cima de tudo e todos para provar um ponto de vista e que não precisa de ninguém pra ser feliz.

A mesma geração que desconstrói relações porque não encontra ninguém “bom o suficiente” para satisfazer seus caprichos mesquinhos (isso pode virar um post pra outra hora).

Procurando os erros, encontrei alguns acertos. E talvez seja apenas a questão de tentar enxergar as coisas por outras perspectiva.

Créditos: Imagens retiradas do Tumblr.

Beeeijos e até a próxima! 😉

Assinatura Nattany Martins

 

 

 

 

 

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Pedaço de Música: Sandy e Junior 2 comentários

Hello Pipol, tudo bem com vocês?

Lembro da minha infância ter sido cercada por Sandy e Junior. Eles estiveram presente compondo cada trilha sonora das minhas descobertas. Sou muito grata a dupla pelas coisas que aprendi com eles, inclusive a vontade de cantar a plenos pulmões.

Bom… Confesso que acho algumas músicas pouco valorizadas na carreira deles, por isso resolvi contar pra vocês minhas preferidas.

Pedaço 5: Beijo é Bom

O clipe foi gravado no filme O Noviço Rebelde onde eles aprontavam todas e davam bastante trabalho ao DiDi que era responsável por cuidar das crianças.

Gente, parece que foi ontem! Como eu ainda me lembro disso? 😮

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Sobre as orações que eu deveria fazer antes de sair de casa 4 comentários

Hello Pipol, tudo bem com vocês?

Confesso que tenho me sentido agitada. Uma inquietação que me consome da cabeça aos pés como se o mundo fosse acabar amanhã. Eu paro, respiro fundo, tento me acalmar, mas as minhas mãos tremem. Faço orações, mas ninguém parece ouvir.

Eu escolhi me fechar. Me culpo por falar demais e contar minha vida a todo mundo. Ser expansiva nem sempre é um presente. É uma tortura tentar me calar diante dos acontecimentos da vida. Mas eu tento manter minha mente positiva.

Parece que alguém lá em cima está em greve de silêncio onde a regra é só observar pra ver até onde consigo ir sozinha. É o hoje que nos prepara para o tão sonhado amanhã, portanto, preciso mesmo aprender a me virar sozinha. Temos que estar firmes quando nosso sonho megalomaníaco é dominar o mundo.

Talvez seja essa visão de uma geração millenium que nunca conquistou o que achou que merecia, talvez seja falta de resiliência mesmo e um pouco de falta de preparo para encarar o mundo real.

Alguém me diz pra orar antes de sair de casa, talvez essa seja a resposta para o meu desespero mais profundo. As orações acalmam a alma, nos fortalece, nos ensina a resistir e nos prepara.

Oração após oração me sinto mais perdida, desgastada, falando sozinha. E então desato a falar de mim para pessoas que não se importam, enquanto as que me apoiariam são privadas de tanta tristeza que venho alimentando. Grito para o nada, me calo para o tudo. E a alma sufoca.

Passei da fase de conversar com meus amigos e encontrar poesia em cada canto. Talvez eu esteja deprimindo, talvez não veja mais a alegria de viver, talvez eu esteja absorvendo energia do lugar aonde estou, talvez seja só um dia ruim. Me pergunto: Por quanto tempo um pessoa resiste lutando sozinha? Talvez não muito tempo.

Estou fraca, o tempo está esgotando e eu já tentei todos os antídotos mágicos, nenhum deles funcionam pra mim. Respiro fundo. Tento de novo. Me sinto só.

Ás vezes penso em morte, na maioria das vezes penso em vida, e na vida que eu gostaria de conquistar mas não encontro forças. Preciso de ajuda.

Meu corpo arrepia de baixo a cima e sinto aquela presença. Aquela que me guarda, me ajuda, me ensina, me direciona… Não estou só. Alguém me observa. Talvez seja o mesmo que escuta minhas orações e as guarda.

Quando a tristeza passa vejo que era mais um dia ruim. Um dia daqueles! Talvez eu só tenha que pensar mais um pouco sobre as orações que eu deveria fazer antes de sair de casa.

Beeeijos e até a próxima! 😉

 

 

 

 

 

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